Mutirão Dia E realiza 230 mil procedimentos e agiliza filas do SUS. No fim de semana de 21 e 22 de março, cerca de mil hospitais e centros de saúde públicos e privados em todo o país executaram mais de 230 mil exames, consultas especializadas e cirurgias eletivas, dentro da mobilização batizada de “Dia E”.
Ação nacional prioriza saúde da mulher
A iniciativa integrou o programa federal Agora Tem Especialistas e voltou-se majoritariamente ao público feminino, em alusão ao mês da mulher. Durante visita ao Hospital Universitário de Brasília (HUB), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, classificou o evento como “o maior mutirão da história do SUS dedicado à saúde da mulher”.
Procedimentos e cirurgias oferecidos
Segundo o Ministério da Saúde, o mutirão disponibilizou exames decisivos para diagnóstico precoce, incluindo tomografias, ressonâncias magnéticas, ultrassonografias, avaliações oftalmológicas e auditivas. Entre as cirurgias ginecológicas destacaram-se histerectomia, laqueadura, reconstrução mamária e retirada de tumores uterinos. Na lista de procedimentos gerais figuraram catarata, correção de varizes, remoção de hérnia, extração de vesícula e retirada de tumores cutâneos.
O HUB reservou 800 atendimentos, contemplando ainda sessões de radioterapia e embolização de miomas. Em outra frente, 3,8 mil unidades do implante subdérmico Implanon — conhecido como “chip anticoncepcional” — foram distribuídas gratuitamente, método que na rede privada chega a custar R$ 3 mil.
Programa Agora Tem Especialistas amplia oferta
Para viabilizar a mobilização, o Agora Tem Especialistas reajustou a tabela de repasses do Sistema Único de Saúde, elevando em até quatro vezes o valor pago por exames e cirurgias. A estratégia também permite que hospitais privados quitem dívidas tributárias por meio de atendimentos a pacientes do SUS. Como resultado, 2025 registrou recorde de 14,7 milhões de cirurgias eletivas — 40 % acima do total de 2022.
Informações detalhadas sobre o programa podem ser consultadas no portal oficial do Ministério da Saúde.
Relatos mostram impacto direto
Casos individuais ilustram os benefícios imediatos. A empregada doméstica Roseane Cunha, 41 anos, aguardava há quase quatro anos por tratamento para deficiência auditiva e, durante o mutirão, recebeu o aparelho auditivo e encaminhamento para cirurgia. No mesmo hospital, a roupeira Cristina Gonçalves, 42 anos, realizou exame oftalmológico completo, retirou óculos novos e foi alocada para futura cirurgia de pterígio.
Mobilização fortalece a rede pública
De acordo com Rodolfo Lira, gerente de Atenção à Saúde do HUB, o “Dia E” otimiza a capacidade instalada de hospitais universitários ao integrar equipes multiprofissionais em uma ação assistencial concentrada. O esforço reúne secretarias estaduais e municipais, responsáveis pela convocação de pacientes já cadastrados em listas de espera.
Com a conclusão do mutirão, o Ministério da Saúde calcula nova redução das filas formadas após a suspensão de cirurgias eletivas durante a pandemia. A pasta promete manter edições periódicas para consolidar o avanço.
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Crédito da imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
