A duas semanas do primeiro turno de 2026, Flávio Bolsonaro liderou as apostas no Polymarket, com 58% contra 42% de Lula. O dono do X reagiu em publicação breve na noite de domingo.
O dono do X, Elon Musk, reagiu ao desempenho de Flávio Bolsonaro nas estimativas do mercado de previsões Polymarket para a eleição presidencial de 2026. A duas semanas do primeiro turno, o senador ultrapassou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mais uma vez nas negociações da plataforma, segundo os dados que circularam neste fim de semana.
Na publicação que acompanhou o gráfico do Polymarket, Musk escreveu uma única reação curta, na noite de domingo, 20 de setembro de 2026:
“Wow”
Os números exibidos pelo Polymarket apontavam Flávio com 58% de probabilidade de vitória, contra 42% para Lula. Esses percentuais representam os preços dos contratos negociados pelos usuários da plataforma e não correspondem a intenções de voto medidos por pesquisa eleitoral.
No funcionamento do Polymarket, o preço de cada contrato varia de zero a 100 centavos de dólar. Na prática, um contrato cotado a 58 centavos é interpretado pelo mercado como uma probabilidade de 58% de que determinado resultado aconteça. Essa dinâmica depende do volume de negociações e das apostas realizadas pelos participantes, que podem incluir usuários estrangeiros.
É importante destacar que o mecanismo do Polymarket difere de uma pesquisa com amostra representativa: a plataforma não realiza entrevistas com eleitores nem calcula margem de erro. Os preços mudam conforme novas informações e expectativas são incorporadas ao mercado, o que pode gerar oscilações rápidas nos percentuais exibidos.
No Brasil, o funcionamento de plataformas desse tipo foi alvo de restrição em abril. O governo federal determinou o bloqueio de 27 plataformas de mercado de previsões, entre elas o Polymarket e a Kalshi, ao entender que esse tipo de operação não se enquadra na legislação brasileira sobre apostas.
Paralelamente ao bloqueio, houve uma resolução do Conselho Monetário Nacional que proibiu contratos de derivativos vinculados a eventos políticos, eleitorais, esportivos, sociais, culturais e de entretenimento, reduzindo a circulação desse tipo de oferta no país.
As reações nas redes e as variações nos preços dos contratos mostram que, a poucas semanas da votação, os mercados de previsões continuam a ser um termômetro volátil sobre percepções e expectativas, embora não substituam pesquisas eleitorais tradicionais.

