O governo federal publicou medida provisória que injeta R$ 8 bilhões no setor aéreo. Os recursos chegam em meio à disparada do preço do querosene de aviação, ameaça às operações das companhias no país.
O governo federal publicou, no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira, 19 de junho de 2026, a Medida Provisória n° 1.368, que libera R$ 8 bilhões para apoiar financeiramente as companhias aéreas que operam no Brasil. Os recursos serão destinados ao Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), com o objetivo de oferecer suporte às empresas do setor.
A nova medida cria uma linha de crédito voltada ao capital de giro das companhias aéreas. Segundo informações do Ministério de Portos e Aeroportos, a iniciativa visa mitigar os impactos da recente alta do querosene de aviação, que é o principal insumo utilizado pelas empresas aéreas.
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A valorização do petróleo no mercado internacional elevou os preços do combustível, e o governo atribui essa situação às tensões no Oriente Médio, especialmente na região do Estreito de Ormuz, que é uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. Esse cenário tem pressionado os custos operacionais do setor aéreo brasileiro.
Na justificativa da medida provisória, o governo destaca que o preço do querosene de aviação registrou um aumento superior a 70% em um curto período. Essa elevação tem pressionado o caixa das companhias aéreas e ampliado o risco de uma possível redução na oferta de voos no país.
Com a criação da linha de crédito, o governo busca garantir a continuidade das operações das empresas aéreas e evitar o cancelamento de rotas, o que poderia impactar negativamente os passageiros. Assim, a medida se mostra essencial para a manutenção do setor aéreo brasileiro em um momento de instabilidade econômica.
