Hugo Motta reúne líderes às 14h de 13/10 para pactuar os temas que irão ao plenário. A reforma do Judiciário entrou no radar das discussões. Ainda não foi definido se a pauta vale só até o 2º turno.
Depois de mais de um mês sem votações no plenário, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), vai se reunir com lideranças partidárias às 14h da terça-feira, dia 13 de outubro, para definir as principais propostas que estarão na pauta da Casa.
A reunião está marcada para a tarde de terça e tem como objetivo pactuar os temas que poderão ser levados a deliberação nas sessões seguintes. Ainda não está definido se a pauta acertada entre o presidente e os líderes ficará restrita ao período até o segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro, ou se servirá como referência para as votações até o fim do ano.
A sessão deliberativa mais recente no plenário ocorreu em 3 de setembro, durante o esforço concentrado convocado antes da reta final da campanha eleitoral. Desde então, não houve votações ordinárias em plenário, o que dá mais destaque à reunião que será realizada na terça-feira.
Entre os temas que entrarão no radar da Câmara está uma proposta de reforma do Judiciário. O deputado Danilo Forte (PP-CE) disse que pretende apresentar aos líderes uma proposta que altera o modelo de indicação dos ministros do Supremo Tribunal Federal.
Segundo o deputado, o texto prevê indicações em rodízio entre os Três Poderes e estabelece mandato de dez anos para os ministros. Danilo Forte quer começar as discussões neste mês e aprovar o texto na Câmara ainda em 2026.
A proposta, se formalizada e aceita para inclusão na pauta, deve figurar entre os pontos a serem negociados na reunião de terça-feira. Não há, por enquanto, indicação pública de como líderes de outros partidos vão reagir ao conteúdo da proposta nem de prazos oficiais para eventuais votações além dos desejos manifestados pelo autor do texto.
O encontro de terça-feira terá papel central para o calendário legislativo imediato da Câmara, pois servirá para definir prioridades num momento em que a atividade plenária está paralisada desde o início de setembro. Resta acompanhar se o acordo que for costurado valerá apenas até o segundo turno das eleições ou se norteará o trabalho legislativo pelos próximos meses do ano.
