A morte do senador republicano Lindsey Graham, ocorrida na noite deste sábado, 11, provocou grande apreensão nos Estados Unidos. O falecimento inesperado desencadeou uma disputa imediata nos bastidores do Partido Republicano pela vaga deixada no Senado. A bandeira dos EUA foi hasteada a meia altura na Casa Branca em homenagem ao senador.
Graham, que tinha 71 anos, faleceu em decorrência de uma “doença breve e repentina”. A morte repentina do senador expôs as divisões internas do partido e a dificuldade que a legenda enfrenta para manter sua maioria no Congresso. O ex-presidente Donald Trump lamentou a perda nas redes sociais, descrevendo Graham como “um dos senadores mais extraordinários que já conheci” e um “verdadeiro patriota americano”.
“Sentiremos muita falta dele. Muito triste”, disse Trump em sua publicação.
Horas após a morte de Graham, lideranças republicanas já começaram a articular a escolha de seu substituto. Enquanto as homenagens ao senador se multiplicavam, dirigentes do partido buscavam evitar que um deputado fosse nomeado para a vaga, já que isso reduziria ainda mais a estreita maioria republicana na Câmara.
A vice-governadora da Carolina do Sul, Pamela Evette, é uma das principais cotadas para assumir o cargo. Embora tenha recebido incentivos de lideranças locais, ela ainda não decidiu se disputará a cadeira. O governador Henry McMaster será responsável pela nomeação do substituto temporário.
De acordo com a legislação estadual, os republicanos realizarão uma primária extraordinária no dia 11 de agosto, com um possível segundo turno marcado para o dia 25 de agosto. Entre os nomes cogitados para a candidatura estão os deputados Nancy Mace, Russell Fry e Ralph Norman, além do ex-candidato Mark Lynch. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, também foi sondado, mas pretende permanecer em seu cargo.
A sucessão de Graham ganhou dimensão nacional, especialmente em um momento delicado para os republicanos em Washington. A relação entre a Casa Branca e parte do Senado está desgastada, enquanto os democratas intensificam suas estratégias para as eleições de meio de mandato. Além disso, a ausência prolongada do senador Mitch McConnell, que está hospitalizado há semanas, agrava a situação do partido.
A morte de Graham também gerou um vazio na agenda legislativa. O senador era uma figura importante nas negociações sobre um pacote de gastos militares apoiado por Donald Trump, além de defender novas sanções contra a Rússia e a necessidade de submeter qualquer acordo nuclear entre os Estados Unidos e o Irã ao Congresso.
As circunstâncias que cercam a morte de Graham despertaram especulações. Ele havia retornado recentemente de uma viagem à Ucrânia, onde se reuniu com o presidente Volodymyr Zelensky. Apesar de alguns pedirem uma investigação mais aprofundada, não há evidências que sugiram que sua morte tenha sido causada por ação criminosa. Registros dos serviços de emergência indicam que Graham sofreu fortes dores no peito na noite de sábado. O FBI informou que está prestando apoio às autoridades locais.
