O dirigente morreu na madrugada deste sábado, no Rio de Janeiro, aos 80 anos. Ele tratava um câncer no pâncreas desde setembro e foi pioneiro como diretor executivo, com passagens pela Seleção e grandes clubes.
Morreu na manhã deste sábado (12) o diretor executivo de futebol do Fluminense, Paulo Sérgio Scudiere Angioni, aos 80 anos. O dirigente tratava um câncer no pâncreas desde o início de setembro, segundo informação divulgada pelo clube carioca.
O Fluminense FC comunica o falecimento do tricolor e diretor executivo de futebol, Paulo Sérgio Scudiere Angioni, aos 80 anos, na madrugada de hoje, no Rio de Janeiro. Em sua carreira, uma das mais longevas e bem-sucedidas do futebol brasileiro, foi pioneiro na função de diretor executivo no Brasil. Com passagem pela Seleção Brasileira e outros grandes clubes, ele reuniu inúmeras conquistas esportivas e se destacou, fundamentalmente, pela coleção de amigos que acumulou ao longo de sua trajetória. À frente do departamento de futebol do Fluminense nesta quarta passagem pelo clube, a partir de 2018, foi um dos principais responsáveis pela conquista dos títulos da Taça Rio de 2020, Taça Guanabara de 2022, 2023 e 2026, Campeonato Carioca de 2022 e 2023, Conmebol Libertadores e Recopa. Títulos que ajudaram o clube a retomar seu protagonismo e se destacar no cenário mundial recente. Sua contribuição à formação dos jovens será lembrada por muitos e suas lições permanecerão entre nós como exemplo de vida, compaixão e solidariedade. À sua família e amigos, nossos sentimentos mais elevados.
Sua contribuição à formação de jovens será lembrada por muitos e suas lições permanecerão entre nós como exemplo de vida, compaixão e solidariedade. À sua família e amigos, nossos sentimentos elevados
Paulo Angioni iniciou a trajetória profissional no início dos anos 80 e construiu passagem por diversos clubes importantes do futebol brasileiro. Na função de diretor de futebol, trabalhou em Vasco, Flamengo, Palmeiras, Corinthians, Bahia e Fluminense. Também atuou na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e foi supervisor da seleção brasileira em 1989 e 1990.
Em sua última passagem pelo Fluminense, Angioni integrou a delegação que conquistou a inédita Copa Libertadores da América, em 2023. O clube destaca que, desde 2018, quando retornou às Laranjeiras, ele teve papel central nas conquistas regionais e internacionais listadas na nota oficial.
A notícia da morte do dirigente repercute entre profissionais do futebol e torcedores, que lembram tanto o lado administrativo quanto o trabalho com a formação de atletas jovens. A nota oficial do clube expressa condolências à família e aos amigos, ressaltando o legado esportivo e pessoal deixado por Angioni.
Por ora, o clube não divulgou detalhes sobre cerimônia ou velório. Permanecemos atentos a novas informações oficiais sobre as homenagens e as medidas relativas ao comando do departamento de futebol nas próximas horas.
