O ministro da Fazenda, Dario Durigan, expressou preocupações sobre a recente decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Durante uma entrevista à GloboNews na última sexta-feira, 29 de maio, ele afirmou que essa medida poderá trazer prejuízos tanto para as famílias brasileiras quanto para o setor empresarial do país.
Durigan comparou essa decisão à introdução de tarifas pelo governo americano no ano passado, ressaltando que o Pix, o sistema de pagamento instantâneo brasileiro, é mal compreendido por muitas empresas privadas dos EUA e de outros países. Ele defendeu que o Pix não deve ser visto como um concorrente para essas empresas, mas sim como uma infraestrutura soberana do Brasil que merece proteção e valorização.
“O Pix não é um produto, propriamente, que vai concorrer com empresas norte-americanas, ele é uma infraestrutura de pagamento criada no Brasil, inovadora e que tem que ser bem prestigiada e bem garantida por nós”, afirmou Durigan.
O ministro também mencionou que grandes empresas de cartões de crédito, como Visa e Mastercard, sempre se mostraram críticas ao Pix, mas que recentemente reconheceram o impacto positivo da ferramenta no aumento do volume de operações financeiras no Brasil. “Então não só o Pix é bom para o brasileiro, mas o Pix é bom para o negócio, é bom para as empresas multinacionais que operam no Brasil, porque há mais dinamismo na economia”, completou.
Em relação à família Bolsonaro, Durigan levantou a hipótese de que informações podem ter chegado às autoridades americanas, indicando que facções criminosas estariam utilizando o Pix, o que, segundo ele, é um absurdo. “E a gente vê que, mais uma vez, a gente vê essa família, que vai aos Estados Unidos procurando medidas eleitorais, pode de novo causar muito prejuízo, muito constrangimento, inclusive ao Pix”, disse.
Vale lembrar que, nesta semana, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência da República, esteve nos EUA para uma agenda com o ex-presidente Donald Trump. Outro membro da família, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, reside nos Estados Unidos desde março do ano passado, após ter seu mandato cassado por faltas.
