Modelos enxutos e tecnologia 24h permitem conciliar renda extra com trabalho principal. Segundo o Ranking ABRAS 2026, as lojas autônomas em condomínios somaram R$706 milhões em consumo em 2025.
Modelos de negócio enxutos que permitem conciliar renda extra com a rotina profissional principal têm ganhado espaço entre brasileiros que buscam mais flexibilidade. Entre as opções em alta estão os minimercados autônomos instalados em condomínios residenciais, formatados para funcionar com operação simplificada e tecnologia que garante atendimento 24 horas.
Dados do Ranking ABRAS 2026 mostram que lojas autônomas em condomínios movimentaram R$ 706 milhões em consumo ao longo de 2025, o que reforça a consolidação desse formato como alternativa de varejo por conveniência. O crescimento do setor tem acompanhado mudanças no comportamento do trabalhador, que busca soluções de renda sem abrir mão da carreira principal ou da qualidade de vida.
Muita gente hoje busca alternativas de renda mais flexíveis, sem necessariamente abrir mão da profissão principal ou da qualidade de vida. O modelo autônomo atrai por permitir uma gestão mais simplificada e uma operação menos engessada.
O trecho acima é a fala de Leonardo de Ana, cofundador e co-CEO da InHouse Market, empresa que atua com minimercados autônomos 24 horas e que soma mais de 1.800 unidades no país. Segundo ele, a dedicação média exigida do empreendedor gira em torno de 18 horas semanais, divididas entre cerca de 8 horas para logística e abastecimento e 10 horas para gestão remota, com horários flexíveis.
É a tecnologia que permite escalar a operação e, ao mesmo tempo, oferecer uma jornada de compra prática e eficiente, capaz de competir com os grandes players do varejo.
Leonardo atribui a autonomia do formato à tecnologia: sem funcionários no local, as lojas operam 24 horas por dia com sistemas de segurança, monitoramento, vendas e gestão de PDV. O investimento inicial e o retorno variam conforme o modelo escolhido (franquia ou licenciamento), o tipo de serviço oferecido e a localização.
No modelo de licenciamento, considerado mais flexível que franquias, a InHouse Market aponta investimento inicial médio de R$ 38 mil por unidade. O faturamento bruto médio mensal informado está em cerca de R$ 17 mil, com retorno estimado em aproximadamente 10 meses. Unidades em academias, prédios corporativos e outros locais não residenciais já representam 10% das lojas da rede, e a expectativa é que essa participação cresça.
O perfil dos investidores mudou: hoje há desde profissionais que passam a atuar mais intensamente na operação até pessoas que buscam uma segunda fonte de renda sem abandonar a carreira principal. O modelo se destaca por oferecer uma operação leve, tecnologia própria e potencial de escala, segundo a empresa, criada em 2020 e presente em mais de 350 cidades.
