Minha Casa Minha Vida recebe aporte recorde de R$ 200 bilhões
Minha Casa Minha Vida recebe aporte recorde de R$ 200 bilhões O governo federal autorizou a liberação de mais R$ 20 bilhões provenientes do Fundo Social, somando um orçamento inédito de R$ 200 bilhões para o principal programa habitacional do país e reforçando o setor da construção civil.
Minha Casa Minha Vida recebe aporte recorde de R$ 200 bilhões
Em 15 de abril, durante cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a nova injeção de recursos permitirá ultrapassar a meta inicial de 2 milhões de contratos, já atingida com um ano de antecedência. Segundo o chefe do Executivo, a expectativa agora é chegar a 3 milhões de moradias contratadas até dezembro de 2026.
Lula ressaltou que a moradia é um direito humano garantido pela Constituição e destacou o papel da construção civil na dinamização da economia nacional. O presidente também defendeu a gestão responsável do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), classificando-o como essencial para o financiamento habitacional.
A preocupação do setor com eventuais mudanças no uso do FGTS para quitar dívidas foi comentada pelo mandatário, que reforçou a intenção de preservar o fundo para sua finalidade original: “garantir o trabalhador e ajudá-lo a conquistar sua casa”.
O ministro das Cidades, Vladimir Lima, apontou que o Minha Casa, Minha Vida contribuiu para reduzir o déficit habitacional relativo ao menor patamar histórico, de 7,4%, segundo levantamento da Fundação João Pinheiro. Lima detalhou as faixas de renda e os tetos de financiamento vigentes:
- Faixa 1: renda familiar até R$ 3.200;
- Faixa 2: de R$ 3.201 a R$ 5.000;
- Faixa 3: de R$ 5.001 a R$ 9.600, com imóveis de até R$ 400 mil;
- Classe Média: renda de até R$ 13 mil, com imóveis de até R$ 600 mil.
Além do reforço financeiro, o governo anunciou aprimoramentos no programa Reforma Casa Brasil. O público-alvo passa a englobar famílias com renda de até R$ 13 mil, equiparando-se ao teto do Minha Casa, Minha Vida. A taxa de juros anual foi reduzida para 0,99% para todos os beneficiários, o limite de crédito subiu de R$ 30 mil para R$ 50 mil e o prazo de amortização foi ampliado de 60 para 72 meses.
Com o novo montante disponível, o Executivo espera estimular ainda mais a geração de empregos, ampliar o acesso à moradia digna e sustentar o crescimento do PIB por meio de obras residenciais em todo o território nacional.
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Crédito da imagem: Ricardo Stuckert/PR
Fonte: Agência Brasil
