México descarta invasão dos EUA após a presidente Claudia Sheinbaum relatar, em ligação telefônica com Donald Trump, que a soberania mexicana será preservada mesmo diante das ameaças de ação militar contra cartéis de drogas.
México descarta invasão dos EUA
Na última segunda-feira (12 de janeiro de 2026), Claudia Sheinbaum informou ter conversado com o presidente norte-americano, Donald Trump, sobre segurança, economia e respeito mútuo. O diálogo ocorre dias depois de Trump declarar publicamente a possibilidade de “ataques por terra” em território mexicano para combater organizações criminosas ligadas ao narcotráfico.
Segundo Sheinbaum, o telefonema transcorreu em tom “construtivo”, com ênfase na “colaboração e cooperação em um contexto de respeito às soberanias”. A líder mexicana reforçou que quaisquer operações conjuntas devem ocorrer sob estrita coordenação bilateral, afastando a hipótese de incursão unilateral dos Estados Unidos.
Trump havia classificado a situação do país vizinho como “muito triste”, sinalizando que Washington poderia agir diretamente contra os cartéis. Durante o fim de semana, o republicano ampliou a retórica, mencionando pressões sobre Cuba e Venezuela, o que elevou a tensão diplomática na região.
Analistas ouvidos pela BBC News ressaltam que ataques sem consentimento violariam acordos internacionais e afetariam as relações comerciais bilionárias entre os dois países. Dados oficiais indicam que os EUA são o principal parceiro do México, movimentando mais de US$ 760 bilhões em 2025.
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Reações de Cuba e Venezuela aumentam alerta regional
Além do México, Havana reagiu às declarações de Trump. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou que a ilha “é livre, independente e soberana”, rejeitando pressão para um eventual pacto com Washington. O episódio lembra a recente operação norte-americana na Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro e acentuou temores de novas intervenções militares no continente.
Apesar do cenário tenso, Sheinbaum insiste que “respeito recíproco gera resultados”. A chefe do Executivo mexicano aposta em mesas de trabalho conjuntas para reduzir o tráfico de entorpecentes, intensificar investimentos produtivos e ampliar o comércio bilateral, temas que, segundo ela, pautaram a conversa com Trump.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
