Marinho quase abandonou o futebol, relembra técnico Lisca Durante a transmissão da final da Copa do Nordeste no canal SportyNet, o treinador reviveu o período em que resgatou o atacante, então sem clube há quase dois anos, e o levou ao Náutico.
Marinho quase abandonou o futebol, relembra técnico Lisca
Lisca contou que recebeu, em 2014, um telefonema do empresário Jorge Machado pedindo uma última chance para Marinho. O atacante estava afastado dos gramados havia um ano e sete meses, sem oportunidades e envolvido em problemas fora de campo. “O Machado me pediu: ‘leva ele pelo amor de Deus’”, relatou o comandante.
O pedido foi atendido. No Náutico, Marinho assinou recebendo salário de R$ 5 mil. A aposta deu resultado: o jogador destacou-se na Série B, chamou a atenção do Ceará e iniciou a trajetória que passaria por Grêmio, Vitória, Santos, Flamengo e Fortaleza.
Hoje, Lisca diz ter o atleta como um “filho”. Além de mencionar o crescimento profissional, o treinador celebrou a estabilidade financeira conquistada pelo atacante e o título regional recém-erguido. “É gratificante ver onde ele chegou”, comentou.
O episódio ressalta a importância de oportunidades em momentos críticos da carreira de atletas. Casos como o de Marinho não são isolados: segundo levantamento do ge, mais de 30% dos jogadores formados em categorias de base nacionais ficam sem clube após os 23 anos, muitos por falta de visibilidade ou apoio psicológico.
Para Lisca, fatores extracampos pesam tanto quanto o talento. “Ele precisava de confiança. Depois disso, o futebol apareceu”, concluiu. A relação entre os dois permanece próxima, demonstrando que, por vezes, a intervenção de um treinador pode redefinir carreiras.
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Crédito da imagem: SportyNet
Fonte: SportyNet
