Marinha francesa faz missão de formação no Brasil com 1,3 mil militares
Marinha francesa faz missão de formação no Brasil com 1,3 mil militares A operação conjunta reúne militares dos dois países na Restinga da Marambaia, no Rio de Janeiro, e tem como objetivo aprimorar técnicas de emprego anfíbio e fortalecer a cooperação bilateral.
Cooperação naval entre França e Brasil
Liderado pelo grupo naval Jeanne D’Arc, o exercício envolve mais de 800 militares franceses – sendo 162 oficiais em formação – e cerca de 600 brasileiros. O comandante francês Jocelyn Delrieu definiu a iniciativa como uma oportunidade de troca de experiências, destacando que “relações fortes significam compartilhar informações enquanto treinamos juntos”.
A Marinha do Brasil avalia que o treinamento amplia a prontidão operativa e consolida a parceria de longa data com a Força Naval francesa.
Estrutura da missão
O grupo europeu é chefiado pelo porta-helicóptero anfíbio Dixmude, que comporta até 16 helicópteros e 80 veículos blindados. A frota inclui ainda a fragata Aconit e o navio-tanque Stosskopf, além de drones e aeronaves de asa rotativa.
Do lado brasileiro, participam o submarino Humaitá, o navio de desembarque de carros de combate Almirante Saboia, a fragata Defensora, a embarcação de carga geral Marambaia e helicópteros SH-16 Seahawk, UH-12 Esquilo e AH-11B Super Lynx.
Operações na Restinga da Marambaia
Os exercícios ocorrem na Restinga da Marambaia, área de preservação ambiental na zona oeste do Rio de Janeiro, controlada pelas Forças Armadas brasileiras. As atividades, programadas para os dias 27 e 28, contemplam manobras anfíbias e ações de controle de área marítima, práticas essenciais para a defesa de litorais considerados sensíveis.
Segundo a Embaixada da França no Brasil, a missão Jeanne D’Arc estenderá seu roteiro por cinco meses, visitando vários países. A última passagem pelo território brasileiro ocorreu em 2024, quando 2.250 militares participaram de exercícios similares.
Importância estratégica
Para o comandante Delrieu, o esforço conjunto garante atualização tática e contribui para a proteção de interesses franceses no Atlântico Sul. A avaliação encontra respaldo na doutrina do Ministério das Forças Armadas da França, que prioriza missões de adestramento em ambientes internacionais (defense.gouv.fr).
Ao final das manobras, as marinhas pretendem analisar os resultados para aprimorar futuras operações combinadas, reforçando o compromisso de interoperabilidade.
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Crédito da imagem: Marinha do Brasil
Fonte: Marinha do Brasil
