Dheoge Bernardino, 28 anos, foi reconhecido por familiares e pelo IML após nove dias desaparecido. Corpo foi encontrado na Praia do Pedro Arnaldo, em Ilhabela.
A Marinha do Brasil confirmou, em nota oficial divulgada na noite de segunda-feira (1º), que o corpo encontrado em Ilhabela pertence a Dheoge Pereira Bernardino, de 28 anos. Ele estava desaparecido desde o dia 24 de maio, quando saiu para um passeio de moto aquática na região.
O corpo foi localizado nas proximidades da Praia do Pedro Arnaldo, em Ilhabela, e foi reconhecido por familiares, além de ter sido identificado pelo Instituto Médico Legal (IML). A operação de busca por Dheoge durou nove dias e contou com a participação da Marinha, da Força Aérea, do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e um helicóptero Águia da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Dheoge desapareceu na tarde do dia 24 de maio, após ter saído para um passeio de moto aquática ao lado de Bruna Damaris Sant’anna da Silva, que foi encontrada com vida no dia 26 e recebeu alta hospitalar no dia 28.
Até a última quinta-feira, a principal hipótese sobre o ocorrido era de que a moto aquática teria sofrido uma pane e afundado. O equipamento foi localizado no dia 25 e encaminhado para perícia. O delegado responsável pelo caso, Caio Nunes de Miranda, comentou sobre a situação:
“Pelo que eu soube, pelo que eu apurei, ainda não é nada oficial, tendo em vista que a embarcação, o jet ski, está para fins periciais. A embarcação parou no meio do mar, apagou. Eles ficaram um tempo sobre a embarcação, ela começou a afundar, aí tiveram que desembarcar e ficaram à deriva todo esse período no mar.”
Além da investigação da Polícia, o caso também é objeto de um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação aberto pela Marinha. A corporação informou que a investigação abrange questões relacionadas à habilitação do condutor da moto aquática e à regularidade da documentação do veículo.
Bruna, a amiga de Dheoge, foi encontrada flutuando no mar por dois pescadores. Ela estava boiando graças ao colete salva-vidas que usava e não apresentava ferimentos graves. Contudo, precisou ficar internada por dois dias no hospital Mário Covas, em Ilhabela, devido ao esforço físico e à falta de alimentação e água durante o tempo que passou à deriva.
