Marcos Braz admite erro ao demitir Rogério Ceni do Flamengo — Em entrevista ao programa Abre Aspas, do Globo Esporte, o ex-vice de futebol rubro-negro reconheceu que a saída do treinador em julho de 2021 foi precipitada.
Marcos Braz admite erro ao demitir Rogério Ceni do Flamengo
Bastidores da decisão
Segundo Marcos Braz, hoje diretor de futebol do Remo, Rogério Ceni pediu demissão duas vezes por causa da pressão da torcida. O dirigente relatou que, nas ocasiões, trabalhou para manter o técnico, argumentando que o grupo estava perto de conquistas importantes. “Convenci o Rogério a ficar e fomos campeões. Mesmo assim, cedi depois a pressões internas”, declarou.
Campanha vitoriosa antes da demissão
Contratado em novembro de 2020, Ceni dirigiu o Flamengo em 45 partidas, com 23 vitórias, 11 empates e 11 derrotas — aproveitamento de 59,2%. No período, levantou o Campeonato Brasileiro de 2020, além da Supercopa do Brasil e do Campeonato Carioca de 2021, somando três troféus em menos de oito meses.
Arrependimento público
Braz afirmou que “não foi coerente” ao dispensar o treinador depois de defender sua permanência. “Segurei quando todos pediam a saída e fomos campeões. Depois, por interpretações internas, acabei cedendo e me arrependo”, disse o dirigente.
Impacto no Flamengo pós-Ceni
Após a saída do ex-goleiro, o clube carioca passou por outras trocas de comando em sequência. Para Braz, esse período de instabilidade poderia ter sido evitado se a decisão de julho de 2021 fosse diferente. “Talvez o planejamento teria sido mais sólido”, concluiu.
O reconhecimento de erro por parte de um ex-dirigente de peso reforça a importância da continuidade técnica em projetos vencedores e reabre o debate sobre a pressão imediatista no futebol brasileiro.
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Crédito da imagem: Globo Esporte
Fonte: Globo Esporte
