O presidente Lula volta a compromissos no exterior em novembro, após reduzir viagens na campanha eleitoral. Até dezembro, fará visitas à Turquia (COP31), Filipinas, um país asiático e aos Estados Unidos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve retomar em novembro a agenda de viagens internacionais, que esteve reduzida durante o período eleitoral. Até dezembro, estão previstos compromissos em quatro países, incluindo uma passagem pela Ásia e uma nova viagem aos Estados Unidos.
Itinerário previsto
Turquia
- 10 de novembro: chegada a Antália.
- 11 e 12 de novembro: participação na cúpula de líderes da COP31, a conferência climática das Nações Unidas; o Brasil entregará à Turquia a presidência da COP, exercida desde a conferência realizada em Belém, em 2025.
Filipinas
- 13 de novembro: visita de Estado em Manila, com expectativa de assinatura de acordos bilaterais.
- 14 e 15 de novembro: participação em compromissos relacionados à Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).
A passagem por Manila integra a estratégia do governo de ampliar as relações comerciais do Brasil com o Sudeste Asiático. A ASEAN reúne 11 países e representa uma economia conjunta estimada em cerca de US$ 4 trilhões.
Países-membros da ASEAN
- Brunei
- Camboja
- Filipinas
- Indonésia
- Laos
- Malásia
- Mianmar
- Singapura
- Tailândia
- Timor-Leste
- Vietnã
O presidente foi convidado para a cúpula pelo segundo ano consecutivo. Em 2025, durante a reunião do bloco na Malásia, ocorreu a primeira reunião bilateral do presidente com o chefe de Estado dos Estados Unidos, Donald Trump. Para a edição deste ano, um novo encontro entre os dois dependerá da coincidência das agendas em Manila; até o momento, não há reunião confirmada.
Uruguai
- 4 e 5 de dezembro: desembarque em Montevidéu para a Cúpula do Mercosul, que reunirá os chefes de Estado do bloco; o encontro ocorre meses depois da cúpula realizada em Assunção, no Paraguai, em junho.
Estados Unidos
- dezembro: participação na Cúpula do G20, na Flórida, sob a presidência norte-americana do grupo, com Donald Trump como anfitrião; essa viagem fechará a agenda internacional prevista para 2026.
A passagem pelos Estados Unidos também fechará um ano em que Washington já esteve no roteiro presidencial: o presidente esteve na capital norte-americana em maio e se reuniu com Donald Trump na Casa Branca.
A retomada da agenda internacional acontece em meio a levantamentos sobre despesas com deslocamentos e hospedagens de comitivas presidenciais. Em setembro, Oeste mostrou que R$ 3,23 milhões foram gastos em pagamentos a dois hotéis de Nova York durante a participação do presidente na Assembleia-Geral da ONU; o Itamaraty informou que as despesas da missão ainda não estavam concluídas.
Levantamento publicado por Oeste em julho mostrou que o terceiro mandato acumulava R$ 55,4 milhões em despesas com cartões corporativos, incluindo viagens, hospedagens e outros gastos da Presidência. Em abril, levantamento também indicou que os gastos do governo federal com viagens internacionais somavam R$ 972 milhões desde 2023, considerando deslocamentos de órgãos federais, não apenas as viagens do presidente.
