Declaração de Trump no encerramento do G7, na França, gerou resposta imediata do presidente brasileiro. O americano ainda confundiu nomes dos filhos de Bolsonaro ao criticar decisão do STF.
Durante o encerramento da cúpula do G7, realizada na França, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez críticas à situação política do Brasil, afirmando que o país está “perigoso politicamente”. A declaração gerou uma resposta imediata do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.
Trump declarou:
“Eles jogam pesado, mas ninguém joga mais pesado que os EUA”.
O presidente americano se referiu a uma decisão recente do STF e, em um momento de confusão, trocou os nomes dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, ao mencionar Eduardo Bolsonaro em vez de Flávio Bolsonaro. Esta confusão indicou que Trump está minimamente informado sobre as questões judiciais que envolvem a família Bolsonaro.
Após as declarações de Trump, Lula conversou com jornalistas, destacando que a situação política do Brasil não deve ser motivo de preocupação para os Estados Unidos. O presidente brasileiro afirmou:
Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
“Quem tem que aprender com o Brasil é o Trump”,
ressaltando que o Brasil é um exemplo de eleições limpas e transparentes, sempre acompanhadas por organismos internacionais.
Lula também fez observações sobre a questão da lavagem de dinheiro, mencionando que Delaware, estado conhecido por sua legislação favorável a empresas, é um paraíso para organizações criminosas, inclusive para grupos terroristas brasileiros. Ele enfatizou que todas as armas que chegam ao Brasil têm origem em Miami, e declarou ter entregue à Casa Branca um documento sobre essa realidade.
Sobre a relação com Trump, Lula expressou que é “super a favor” de uma boa convivência entre os dois países, desde que haja respeito à soberania de cada nação. Ele também comentou sobre o apoio de Trump à família Bolsonaro, afirmando que, embora o presidente americano possa gostar de Bolsonaro, isso não deve interferir nas eleições brasileiras:
“A eleição do Brasil é problema do Brasil”.
Lula finalizou sua fala pedindo respeito mútuo entre Brasil e Estados Unidos, reiterando que a reciprocidade é fundamental nas relações internacionais.
O episódio revela um clima de atrito diplomático entre os dois países, com trocas de declarações que envolvem o Judiciário brasileiro, a família Bolsonaro e temas como comércio, armas e crime transnacional. Apesar das tensões, a relação bilateral continua sendo monitorada de perto por ambos os lados.
