Lula pede fim da escala 6×1 e cobra ação contra feminicídio
Lula pede fim da escala 6×1 ao solicitar que o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (Conselhão) elabore propostas para reduzir a jornada de trabalho no Brasil e para ampliar o combate ao feminicídio. As declarações foram feitas na reunião plenária realizada no Palácio do Itamaraty, em Brasília, em 4 de dezembro.
Redução da jornada de trabalho
O presidente lembrou que, apesar dos avanços tecnológicos, a divisão dos ganhos de produtividade não se refletiu em melhores condições aos trabalhadores. Ele citou a experiência da Volkswagen, que, com menos empregados, dobrou a produção de veículos. Para Lula, o cenário justifica a adoção de uma jornada semanal de 40 horas e o fim definitivo do regime 6×1, tema já tratado em uma Proposta de Emenda à Constituição que tramita no Congresso Nacional.
De acordo com o chefe do Executivo, reduzir a carga horária não representaria prejuízos econômicos. “Qual é a perda para o mundo se diminuirmos de 44 para 40 horas?”, questionou, defendendo que as inovações tecnológicas podem sustentar a mudança.
Violência contra a mulher e pedofilia
Lula também solicitou que o colegiado discuta, nas próximas reuniões, medidas mais rigorosas para crimes de feminicídio e pedofilia. Ele citou o recente caso de uma mulher atropelada e arrastada em São Paulo como exemplo da urgência de respostas severas. Segundo o presidente, os responsáveis por esses crimes “precisam de algo mais duro” que as penalidades atuais.
Dados da Organização Internacional do Trabalho indicam que políticas de proteção social e redução de desigualdades de gênero têm impacto direto na segurança de mulheres, reforçando a necessidade de ações integradas.
Preços vistos na Amazon em 09/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
Economia e responsabilidade fiscal
No encontro, Lula criticou a leitura de investimentos sociais como despesa excessiva, argumentando que recursos em saúde, educação e meio ambiente devem ser vistos como investimentos na população. O presidente afirmou que parte do mercado financeiro “vive de especulação” e não considera as necessidades da periferia.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, complementou que o déficit fiscal ao término do atual mandato será 70% inferior ao do governo anterior. Ele ressaltou ainda que a inflação nos quatro anos da gestão deverá ser a menor da história do país, conciliação alcançada simultaneamente com a queda do desemprego.
Licenciamento ambiental e relações com o Congresso
Lula criticou a derrubada de seus vetos ao projeto que flexibiliza o licenciamento ambiental, alertando que a decisão pode comprometer a competitividade do agronegócio brasileiro no exterior. Ele também comentou as emendas impositivas, classificando a retenção de parte significativa do orçamento pelo Legislativo como um “grave erro histórico”.
O presidente encerrou a sessão reforçando que o Conselhão, formado por empresários, sindicalistas e representantes da sociedade civil, deve contribuir para políticas que unam crescimento econômico e justiça social.
Para saber mais sobre o cenário político e seus impactos no dia a dia, visite nossa editoria de Política e continue informado.
Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
