Lula pede assento palestino e reforma da ONU a Trump
Lula pede assento palestino e reforma da ONU a Trump foi o principal tema do telefonema de 50 minutos entre o presidente brasileiro e Donald Trump na manhã de segunda-feira (26 de janeiro de 2026). Lula solicitou que a Palestina ocupe uma cadeira no recém-criado Conselho da Paz, organismo idealizado e presidido pelo chefe da Casa Branca, e defendeu que o colegiado concentre-se exclusivamente nos assuntos da Faixa de Gaza.
Nova composição do Conselho da Paz
Segundo nota do Palácio do Planalto, Lula argumentou que a presença palestina é indispensável para a legitimidade das discussões e para a construção de propostas que atendam aos dois lados do conflito. Ele também sugeriu que o conselho delimite seu escopo às tensões em Gaza, evitando sobreposição com fóruns multilaterais já existentes.
Pressão por reforma na ONU
Além do Conselho da Paz, o líder brasileiro reiterou a necessidade de uma reforma abrangente na Organização das Nações Unidas, com ampliação do número de membros permanentes do Conselho de Segurança. Segundo o Planalto, Lula entende que a atual estrutura da ONU não reflete o equilíbrio geopolítico do século XXI.
Segurança regional e Venezuela em pauta
O diálogo incluiu a situação da Venezuela. Lula enfatizou a importância de preservar a paz no continente sul-americano e propôs intensificar a cooperação entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado transnacional. As iniciativas englobam repressão a lavagem de dinheiro, tráfico de armas, congelamento de ativos de grupos criminosos e compartilhamento de dados sobre transações financeiras. O pedido foi bem recebido por Trump, conforme o comunicado oficial.
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Impacto econômico e redução de tarifas
Os presidentes avaliaram positivamente o estreitamento das relações bilaterais, refletido no levantamento de tarifas sobre produtos brasileiros. Trump classificou o crescimento simultâneo das duas maiores economias do continente como fator de estabilidade regional. A aproximação ganhou fôlego após encontros presenciais em Nova York, na Assembleia Geral da ONU, e na Cúpula da Asean, na Malásia, que resultaram na retirada de uma sobretaxa de 40% aplicada a mercadorias do Brasil.
Visita oficial aos Estados Unidos
Durante a conversa, Lula e Trump acordaram a realização de uma visita oficial do presidente brasileiro a Washington. A data será definida após as viagens de Lula à Índia e à Coreia do Sul, previstas para fevereiro. O Planalto informou que o mandatário ainda analisa a oferta de assento no Conselho da Paz.
Em resumo, o telefonema reforçou a agenda de reformas multilaterais proposta por Lula, abriu espaço para maior cooperação na segurança regional e consolidou ganhos econômicos recentes entre os dois países. Para acompanhar outros desdobramentos da diplomacia brasileira, visite nossa editoria de Política e continue informado.
Crédito da imagem: Ricardo Stuckert/PR
Fonte: Ricardo Stuckert/PR
