O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa HOJE, dia 30 de junho de 2026, da 68ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, que acontece em Assunção, no Paraguai. Este encontro reunirá líderes dos países-membros e associados do bloco para discutir medidas que visam aprofundar a integração regional e fortalecer aspectos como o comércio, a agenda social e o desenvolvimento entre os países da América do Sul.
Conforme divulgado pelo Palácio do Planalto, o Mercosul abrange 73% do território sul-americano, cerca de 65% da população da região e é responsável por aproximadamente 70% do Produto Interno Bruto (PIB) da América do Sul. Esses dados ressaltam a importância do bloco na dinâmica econômica e social do continente.
Dados da presidência mostram que, em 2025, as exportações brasileiras para os países do Mercosul somaram quase US$ 26 bilhões, o que representa 7,5% do total das exportações do Brasil. O comércio do Mercosul com o restante do mundo alcançou a marca de US$ 757 bilhões. No primeiro quadrimestre de 2026, a corrente extrazona atingiu US$ 247,3 bilhões, apresentando um crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Entre os avanços que o governo brasileiro espera alcançar na cúpula, destaca-se a assinatura de um acordo que permitirá o reconhecimento da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) como documento válido para entrada nos países do Mercosul e seus Estados associados. Além disso, será firmado um protocolo de reconhecimento mútuo de meios de identificação e autenticação eletrônica, que visa aproximar sistemas digitais, como o Gov.br, de mecanismos já adotados por outros países do bloco.
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Os Estados-membros do Mercosul incluem Argentina, Bolívia (em processo de adesão), Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela (atualmente suspensa). Já os Estados associados são Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Panamá, Peru e Suriname.
No tocante à segurança, o Brasil apresentará uma proposta de pacto regional voltado ao combate ao feminicídio e à violência contra as mulheres. Essa iniciativa complementa os esforços já em andamento para a implementação da Estratégia Mercosul contra o Crime Organizado Transnacional, considerada prioritária para a região.
Outro ponto relevante da reunião será o anúncio do aumento da contribuição brasileira ao Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), um instrumento criado para reduzir as desigualdades entre os países do bloco, por meio do financiamento de obras de infraestrutura, saneamento, habitação, energia e projetos sociais.
