Em seu último embate antes do segundo turno, na sexta (23), Lula e Flávio voltaram a se enfrentar. Os dois aceitaram a quebra imediata, total e simultânea dos sigilos bancário, fiscal e telefônico, com divulgação pública.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) estiveram frente a frente nesta sexta-feira (23) no último debate presidencial antes do segundo turno, que acontece neste domingo (25). Foi a segunda vez que os dois candidatos se encontraram cara a cara durante a campanha; o primeiro confronto havia sido no debate da Band/Jovem Pan.
O encontro ocorreu depois de ambos concordarem com a quebra de sigilo imediata, total e simultânea dos sigilos bancário, fiscal e telefônico, com divulgação em site de acesso público. O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), André Mendonça, liberou, na quinta-feira (22), a quebra de sigilos bancário. Mendonça havia sido sorteado relator do caso na terça-feira (20).
No primeiro bloco do debate, os candidatos apresentaram propostas por regiões do país, começando por infraestrutura. Flávio Bolsonaro afirmou que o Brasil voltou a ser um “cemitério de obras”, em razão da quantidade de empreendimentos parados no país.
Lula rebateu a crítica e afirmou que nenhum outro governo investiu tanto em infraestrutura nos últimos anos quanto o seu terceiro mandato.
Com a participação de todos os governadores, iniciamos programa de mais de um trilhão, criando hidrovias, estradas e aeroportos
No debate, o presidente ainda disse que Flávio é uma pessoa que só consegue decorar, mas não consegue aprender. Em seguida, a conversa voltou ao tema das políticas sociais e econômicas.
Sobre o salário mínimo, Flávio trouxe à discussão a proposta de tarifa zero anunciada pelo presidente, lembrando que havia criticado a medida durante uma live no dia 15 de outubro. No encontro, o senador afirmou ser favorável ao projeto que prevê tarifa zero aos finais de semana.
Flávio também prometeu reajustar a aposentadoria acima da inflação.
Lula, por sua vez, afirmou que o candidato não conhece o país e fez referência a situações ocorridas no Amazonas.
O debate teve momentos de tensão sobre checagem de informações. O presidente pediu, em diversos momentos, que as pessoas consultassem o Google para verificar dados mencionados por Flávio.
Quem governa o Brasil: você ou o Google? Porque tudo você manda perguntar para o Google
A frase acima foi dita pelo senador durante a troca de argumentos sobre a verificação de fatos em tempo real. O confronto deixou clara a estratégia dos dois candidatos para os últimos dois dias de campanha antes do segundo turno, marcado para domingo (25).
O debate segue como o último grande palco de exposição direta entre os dois candidatos antes da votação decisiva, e as posições apresentadas nesta sexta-feira (23) podem influenciar eleitores que ainda estão indecisos.
