O presidente Lula (PT) manifestou interesse em ter o ex-ministro Márcio França (PSB) como candidato a vice de Fernando Haddad (PT) na chapa que disputará o governo de São Paulo. A informação foi repassada por aliados do presidente durante uma reunião realizada na última quinta-feira, 28 de maio, com o presidente do PSB, João Campos.
A expectativa, agora, é que Lula entre em contato com França para discutir essa possibilidade. No entanto, o PSB ainda defende que França concorra ao Senado, ao lado da ex-ministra Simone Tebet (PSB). O partido considera França um nome forte, especialmente por sua experiência como ex-governador de São Paulo, cargo que ocupou após a renúncia de Geraldo Alckmin, em 2018. Além disso, Tebet é vista como uma escolha que teve a indicação de Lula.
Até o momento, Tebet é a única que já tem seu destino definido por Lula. A outra vaga está sendo disputada por Marina Silva (Rede), que também é considerada uma candidata forte. Recentemente, o PSB chegou a considerar lançar França e Tebet de forma independente, independentemente da decisão sobre a chapa de Haddad, e até aprovou internamente um encaminhamento para essa alternativa.
O PSB tem pressionado o PT e Lula por uma definição rápida sobre os candidatos ao Senado por São Paulo, argumentando que a falta de clareza está atrasando as agendas de pré-campanha de Tebet, França e do próprio Haddad. Enquanto isso, o PSOL busca um entendimento direto com o PSB para desestimular a candidatura de França e fortalecer a posição de Marina Silva como a segunda opção do campo progressista.
A estratégia do PSOL é demonstrar que a ex-ministra tem maior apoio entre as legendas que compõem a coligação, como PDT, PCdoB, PSOL e Rede, que já manifestaram preferência por Marina. Além disso, segundo interlocutores, a ex-ministra também conta com a simpatia de Lula.
