Presidente rebateu o xingamento 'nove dedos' no debate, lembrando ter perdido um dedo na adolescência. O encontro foi na sexta (23), último debate antes do segundo turno; o parlamentar se retratou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu o senador Flávio Bolsonaro depois de ter sido chamado de “nove dedos” em um debate, afirmando que o opositor sabe o que é trabalho e lembrando ter perdido o dedo na adolescência. A fala do presidente ocorreu durante o encontro entre os dois, realizado na sexta-feira (23), último debate presidencial antes do segundo turno marcado para domingo (25).
“Não vou permitir que um miliciano me chame de nove dedos”
Em resposta à declaração do presidente, o senador Flávio Bolsonaro apresentou um pedido de desculpas público. A retratação foi feita ainda no palco do debate, após a fala que provocou risos na plateia, quando o senador usou uma expressão para criticar a postura do petista.
“Se te onfendi porque te chamei de nove dedos, peço desculpas”
Segundo a sequência dos fatos no debate, a frase que gerou a reação de Lula surgiu no momento em que Flávio disse que o petista “dá com uma mão e tira com nove dedos”, uma fala que arrancou risos dos presentes. A declaração foi proferida no mesmo diálogo que originou a troca de farpas entre os dois parlamentares.
“dá com uma mão e tira com nove dedos”
O encontro entre Lula e Flávio aconteceu nesta sexta-feira (23) e marcou o segundo confronto direto entre os dois durante a campanha eleitoral; o primeiro havia sido em debate realizado anteriormente na Band/Jovem Pan. O embate se deu no contexto da reta final antes do segundo turno, que ocorrerá no domingo (25).
Antes do debate, os dois concordaram com a quebra imediata, total e simultânea dos sigilos bancário, fiscal e telefônico, com divulgação em site de acesso público. A quebra de sigilo bancário foi liberada na quinta-feira (22) pelo ministro do Tribunal Superior Eleitoral André Mendonça, que havia sido sorteado relator do caso na terça-feira (20).
As declarações e a retratação fazem parte do registro público do debate e do acirramento das trocas entre candidatos na fase final da disputa. A sequência de acontecimentos — da ofensa ao pedido de desculpas, passando pelo acordo sobre a divulgação de sigilos — foi acompanhada por eleitores e observadores presentes ao evento.
