Lula apoia Michelle Bachelet na ONU e reforça candidatura feminina
Lula apoia Michelle Bachelet na ONU ao recebê-la no Palácio do Planalto, ocasião em que reiterou o respaldo do Brasil para que a ex-presidente do Chile assuma a Secretaria-Geral das Nações Unidas, cargo nunca ocupado por uma mulher.
Reunião no Planalto destaca reforma da ONU
Em encontro realizado na última segunda-feira (11 de maio), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Michelle Bachelet discutiram o cenário geopolítico atual, a necessidade de fortalecer o multilateralismo e a urgência de modernizar a Organização das Nações Unidas. Segundo Lula, a experiência de Bachelet como chefe de Estado e sua trajetória dentro do sistema ONU a tornam “a primeira mulher latino-americana plenamente apta a liderar a organização”.
Apoio regional e princípio de rotatividade
A candidatura de Bachelet foi oficializada em fevereiro pelos governos do Brasil, Chile e México. No fim de março, porém, o Chile retirou seu endosso após a posse do conservador José Antônio Kast, mas os demais países mantiveram o apoio. Na diplomacia latino-americana, vigora a ideia de que o próximo secretário-geral deve vir da América Latina e Caribe, seguindo o princípio informal de rotatividade regional dentro da ONU.
Próximos passos na sucessão de António Guterres
O mandato do atual secretário-geral, o português António Guterres, termina em 31 de dezembro de 2026. As negociações para a escolha do sucessor costumam ocorrer com antecedência, mobilizando governos, missões diplomáticas e a sociedade civil internacional. O nome escolhido assume em 1º de janeiro de 2027.
Perfil de Michelle Bachelet
Com 74 anos, Michelle Bachelet governou o Chile em dois períodos (2006-2010 e 2014-2018) e atuou como ministra da Saúde e da Defesa. Na arena global, foi Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos e liderou a ONU Mulheres, acumulando experiência em temas sociais, igualdade de gênero e governança internacional. Militante histórica contra a ditadura chilena (1973-1990), posiciona-se politicamente no campo da centro-esquerda.
Se confirmada no posto máximo das Nações Unidas, Bachelet será a primeira mulher a chefiar a organização em mais de sete décadas de existência, além de representar a América Latina em um momento de grandes desafios globais, como crises humanitárias, mudanças climáticas e conflitos armados.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
