Durante ato no Estádio Moça Bonita, Lula criticou a circulação de desinformação produzida por ferramentas automatizadas. Ele afirmou que a disputa terá forte presença digital e anunciou investimento em capacitação.
O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), criticou neste sábado, 22, o uso da inteligência artificial (IA) no pleito eleitoral. O discurso foi feito durante ato no Estádio Moça Bonita, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, com capacidade para cerca de 9 mil pessoas.
No pronunciamento, Lula associou o uso intensivo de tecnologias de IA à disseminação de informações falsas por adversários políticos. Ele afirmou que esta campanha terá grande presença de ferramentas digitais automatizadas e condenou práticas que, segundo ele, distorcem a realidade do debate público.
“Nessa campanha, vai ter muita inteligência artificial, porque o lado de lá não sabe dizer a verdade, só sabe mentir. Eles vão trabalhar com inteligência artificial”
Além de criticar o uso da IA por opositores, Lula falou sobre a necessidade de preparar o país para as transformações trazidas pela tecnologia. Segundo o presidente, o foco deverá ser a educação e a formação de profissionais capazes de trabalhar com inteligência artificial, sempre adaptada ao português e às especificidades brasileiras.
“O Brasil não quer copiar o modelo chinês ou o modelo americano. É a inteligência artificial falando em português e já estamos avançados, porque o Brasil tem um banco de dados muito poderoso”
Ele afirmou também que pretende investir na formação e na educação voltadas para IA, como parte da estratégia para enfrentar desafios econômicos e sociais. Essa posição foi destacada como uma tentativa de conciliar o uso de novas tecnologias com políticas públicas de capacitação.
O ato realizado no Estádio Moça Bonita marcou a primeira agenda de campanha de Lula no Rio. A mobilização contou ainda com a presença do candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD).
O discurso mistura críticas aos métodos adversários nas campanhas digitais e a defesa de um caminho próprio para o Brasil lidar com inteligência artificial, enfatizando a ideia de desenvolvimento tecnológico acompanhado de investimento em formação humana.
