María Corina Machado deve retornar à Venezuela nas próximas semanas. A expectativa foi confirmada pelo ex-governador César Pérez Vivas após ele próprio encerrar exílio de quase dois anos.
A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, planeja retornar à Venezuela até o final de julho, conforme informou o ex-governador do Estado de Táchira, César Pérez Vivas. Ele anunciou a expectativa após voltar ao país na última sexta-feira, dia 12 de junho, após um exílio de um ano e oito meses, resultado da perseguição do governo de Nicolás Maduro.
Em uma entrevista concedida à NTN24, Pérez Vivas expressou sua esperança de que María Corina retorne a Caracas nas próximas semanas. Ele destacou: “Se Deus permitir, María Corina regressa a Caracas… A ideia é que ela possa estar em nosso país no final de julho”. O ex-governador também mencionou que estão sendo adotadas medidas específicas para garantir a segurança da viagem da líder oposicionista.
“Com total segurança, María Corina sairá dos EUA em um voo especial”, afirmou. Embora não se saiba ao certo onde ela se encontra atualmente, é certo que esteve nos Estados Unidos, onde, em 15 de janeiro de 2026, teve um encontro com o ex-presidente Donald Trump na Casa Branca, seguido de uma reunião com senadores no Capitólio.
Pérez Vivas também avaliou a situação política na Venezuela, afirmando que, apesar de alguns avanços, o país ainda não apresenta condições ideais para uma transição democrática. Ele destacou que “as condições nunca são as melhores; ainda não há plenas liberdades”.
O ex-governador ressaltou o apoio contínuo que a oposição venezuelana recebe, tanto internamente quanto externamente, afirmando: “Se alguém não está sozinha, é a Venezuela; e se alguém não está sozinha, é María Corina Machado”.
María Corina deixou a Venezuela em dezembro de 2025 e, desde então, tem participado de diversas atividades políticas e encontros internacionais no exterior. Antes de sua saída, ela vivia na clandestinidade na Venezuela há mais de um ano, sob risco de prisão, em meio à crise política provocada pelas eleições presidenciais, cujo resultado, que favoreceu Maduro, foi contestado pela oposição e por entidades internacionais.
