Libertação de presos na Venezuela é anunciada pela Assembleia Nacional
Libertação de presos na Venezuela é anunciada pela Assembleia Nacional marcou um novo movimento do governo bolivariano, que começou a soltar, em 8 de janeiro de 2026, venezuelanos e estrangeiros detidos no país. O presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, classificou a medida como “gesto de ampla busca pela paz” e não divulgou o número de beneficiados.
Medida é apresentada como ação unilateral pela paz
Ao detalhar a decisão, Rodríguez enfatizou que se trata de um ato unilateral destinado a “consolidar a convivência” e reforçar a união nacional diante de “agressões externas”. Segundo ele, somente instituições e partidos que respeitam a Constituição participam de diálogos com o governo. “Não conversamos com setores extremistas que negam a política”, afirmou o parlamentar.
O anúncio ocorre após declarações da presidenta interina, Delcy Rodríguez, que, em reunião no dia 7 de janeiro, defendeu a necessidade de resgatar o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, supostamente “sequestrados pelos Estados Unidos” em 3 de janeiro. A vice-presidenta ressaltou que a preservação da paz territorial depende da unidade das forças revolucionárias.
Contexto político e repercussão internacional
A libertação acontece em meio a tensão diplomática com Washington e faz parte do esforço do governo para demonstrar disposição ao diálogo. Especialistas apontam que a estratégia visa reduzir pressões externas e, simultaneamente, reforçar a narrativa de soberania nacional. De acordo com análise da Reuters, a liberação de detidos pode facilitar futuras negociações sobre sanções e direitos humanos.
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Entidades de defesa civil ainda aguardam a lista oficial dos soltos para avaliar eventuais impactos no debate sobre presos políticos na Venezuela. Organizações que monitoram violações de direitos humanos indicam que centenas de opositores permanecem encarcerados, mas veem no gesto um sinal de possível abertura.
No cenário interno, analistas locais avaliam que a medida fortalece a Assembleia Nacional como interlocutora principal do Executivo, reforçando a liderança do bloco chavista diante de alas mais radicais da oposição.
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Crédito da imagem: Reuters
Fonte: Reuters
