Estudo do Ranking dos Políticos, divulgado em 21/08/2026, mapeou cerca de 2 mil editoriais de O Estado de S. Paulo, Folha, O Globo e Gazeta do Povo. O levantamento aponta variação na intensidade das críticas a Lula e ao STF entre jan/2023 e jun/2026.
A notícia foi publicada em 21/08/2026. Hoje é 22/08/2026.
Um levantamento do Ranking dos Políticos identificou mudança na postura de quatro jornais brasileiros em relação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Supremo Tribunal Federal (STF) no período entre janeiro de 2023 e o fim do primeiro semestre de 2026. O material foi divulgado na sexta-feira, 21/08/2026.
A equipe do estudo mapeou cerca de 2 mil textos publicados nos jornais O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo e Gazeta do Povo. Foram considerados apenas editoriais, ou seja, conteúdos que representam a opinião da empresa de comunicação.
No caso d’O Estado de S. Paulo, o levantamento mostrou que a proporção de editoriais contrários ao governo de Lula subiu de 76% em 2023 para 95% no primeiro semestre de 2026, um crescimento de quase 20 pontos percentuais. Sobre o STF, a rejeição do veículo se manteve em níveis elevados: 90% em 2024; 81% em 2025; e 91% no primeiro semestre de 2026.
A Gazeta do Povo apresentou os maiores percentuais de críticas ao presidente e ao Supremo. O grau de críticas a Lula foi de 84% em 2023 e chegou a 94% na média dos seis primeiros meses de 2026, com 100% de críticas em 2024. Em relação ao STF, a crítica permaneceu acima de 95% e alcançou 100% no primeiro semestre de 2026.
A Folha de S.Paulo apareceu menos crítica, segundo o levantamento: a porcentagem de editoriais negativos ao governo foi de 66,5% em 2023 para 79,5% em 2026. Sobre o STF, o nível de críticas subiu de 46% em 2025 para 61% no primeiro semestre de 2026.
O estudo destacou também a postura d’O Globo, que se mostrou mais simpático às decisões do Supremo. De acordo com os dados, o índice de editoriais favoráveis ao tribunal foi de 34,5% em 2024 e 57% em 2025, chegando a 46% de avaliações favoráveis no primeiro semestre de 2026. Em relação ao governo, os editoriais contrários somaram 70% em 2023, 88% em 2024, 70,5% em 2025 e 89% no primeiro semestre de 2026.
“O objetivo do estudo foi justamente sair do campo da percepção. E olhar para os números com metodologia consistente ao longo dos últimos três anos e meio. É esse tipo de dado que permite discutir com mais precisão a relação entre imprensa e poder no Brasil.”
Luan Sperandio, diretor de operações do Ranking dos Políticos, foi quem comentou o objetivo do levantamento.
Entre os temas que concentraram as críticas estiveram política fiscal e econômica, atuação do STF, uso da máquina pública com fins eleitorais e política externa. No Supremo, o caso Banco Master e decisões monocráticas atribuídas a Alexandre de Moraes apareceram entre os assuntos de maior repercussão negativa.
O estudo também apontou avaliações positivas: O Estado de S. Paulo, O Globo e Folha classificaram de forma favorável a condução da crise diplomática envolvendo o então presidente dos EUA, Donald Trump.
A pesquisa considerou editoriais sobre temas nacionais relacionados ao governo federal, seus integrantes e ao STF. Segundo o levantamento, os quatro jornais foram escolhidos por critérios de influência, tradição e audiência.

