Lavagem de dinheiro foi o alvo central da Operação Narco Azimut, na qual a Polícia Federal cumpriu 26 mandados de busca, apreensão e prisão temporária em cidades de São Paulo e Santa Catarina, bloqueando bens que podem chegar a R$ 934 milhões.
PF mira organização que usava empresas para camuflar valores
As diligências ocorreram na capital paulista, Santos, Ilhabela, Taboão da Serra e Balneário Camboriú. Segundo a corporação, a investigação aprofunda desdobramentos das operações Narco Bet e Narco Azimut, que já haviam identificado um esquema de movimentação ilícita por meio de dinheiro em espécie, transferências bancárias e criptoativos dentro e fora do país.
O grupo criminoso, conforme os investigadores, controlava empresas de fachada para dar aparência legal a altos valores obtidos no mercado ilegal. A Justiça Federal determinou o sequestro de bens e a proibição de qualquer transação envolvendo patrimônio relacionado às atividades suspeitas, totalizando o limite de R$ 934 milhões.
Criptoativos e evasão de divisas entram no radar da operação
De acordo com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o uso de criptomoedas tem se tornado estratégia frequente de organizações voltadas à lavagem de capitais, facilitando a evasão de divisas por meio de carteiras digitais fora do alcance da fiscalização bancária tradicional.
Na Narco Azimut, 60 agentes federais participaram das ações simultâneas. Além do bloqueio de valores, a decisão judicial suspendeu a atividade operacional das empresas investigadas e proibiu a alienação de bens vinculados ao grupo.
Autoridades ressaltam que o objetivo é desarticular toda a cadeia financeira da organização, impedindo novas remessas ilícitas ao exterior e rastreando fluxos que já tenham sido enviados.
Os nomes dos suspeitos não foram divulgados para preservar o sigilo das apurações, que prosseguem em fases complementares de análise de documentos e dados bancários.
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Crédito da imagem: Polícia Federal
Fonte: Agência Brasil
