Porta-voz afirmou que a retomada das conversas com os EUA não está descartada; o mês de outubro é considerado possível. Washington tenta reativar esforços diplomáticos por uma solução para o conflito.
O porta-voz do Kremlin afirmou neste domingo (13) que as negociações trilaterais com participação dos Estados Unidos, voltadas a uma solução para o conflito na Ucrânia, podem ser retomadas em outubro.
Segundo a declaração, a possibilidade não está descartada e trata-se de uma perspectiva previsível, com o mês de outubro não podendo ser excluído como opção para a retomada das conversas.
Não estamos descartando essa possibilidade. Estamos falando precisamente de uma perspectiva previsível. Ou seja, não podemos excluir o mês de outubro
Os Estados Unidos tentam reativar esforços diplomáticos que estavam paralisados, na esperança de pôr fim a uma guerra que já dura mais de quatro anos. Como parte dessa tentativa de reaproximação, negociadores americanos visitaram Kiev e Moscou, e os presidentes Donald Trump e Vladimir Putin conversaram por telefone.
Várias rodadas de negociações anteriores fracassaram, e os esforços liderados pelos Estados Unidos foram interrompidos depois que a atenção de Trump se voltou para a guerra de EUA e Israel contra o Irã no Oriente Médio. Esse quadro de intermittência nas negociações é apontado como um dos obstáculos para avanços imediatos.
Em entrevista transmitida no sábado (12), o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que estaria disposto a se reunir com Putin durante a cúpula do G20, agendada para Miami em dezembro. A sugestão abriu novo episódio no debate sobre as condições e a logística de um encontro entre as lideranças.
Ainda neste domingo, o porta-voz do Kremlin descartou a possibilidade de um encontro no âmbito do G20, qualificando a hipótese como impossível, e reafirmou a exigência de que qualquer reunião com o presidente russo só poderia ocorrer na capital russa.
Impossível
O cenário descrito pelo Kremlin deixa claro que, mesmo com movimentações diplomáticas em curso — visitas de negociadores e conversas entre chefes de Estado —, permanecem divergências sobre local, formato e confiança mútua. A indicação de outubro como prazo para uma possível retomada cria expectativa sobre novas rodadas, mas também ressalta incertezas persistentes no processo.
Com a cúpula do G20 marcada para dezembro em Miami e a posição pública de líderes envolvidos, o calendário diplomático continuará a ser observado de perto por quem acompanha a busca por uma solução negociada para o conflito.
