Juba na zaga: Ceni justifica recuo do artilheiro do Bahia
Juba na zaga virou o principal debate após a eliminação do Bahia na Copa do Brasil, em 14 de maio de 2026, quando Rogério Ceni optou por posicionar o lateral-esquerdo como terceiro zagueiro no Mangueirão.
Treinador defende a troca e cita saída de bola qualificada
Na entrevista coletiva pós-jogo, Ceni explicou que a presença de Luciano Juba na linha de três defensores tinha como objetivo aprimorar a transição da defesa para o ataque. Segundo o técnico, o camisa 46 oferece qualidade no passe curto e longo, fator considerado essencial para superar a marcação do Remo.
“A opção por Juba na construção foi para ter qualidade na saída de jogo. Fizemos um gol, tivemos três anulados, bola na trave e chances com Erick. Para encaixar Marcos Victor pelo lado direito, precisávamos de Juba iniciando as jogadas à esquerda”, justificou o comandante tricolor.
Implicações ofensivas e críticas da torcida
Apesar dos números citados, o recuo de Juba reduziu a participação do atleta no terço final do campo. Artilheiro da temporada, o jogador terminou a partida com apenas um arremate a gol, o que intensificou questionamentos de torcedores nas redes sociais e até nas arquibancadas do Mangueirão.
Ceni rebateu as críticas apontando que a principal arma do lateral — a bola parada — “independe do posicionamento em campo”. No entanto, o Bahia desperdiçou escanteios e faltas laterais, falhando em transformar volume de jogo em gols.
Resultados não acompanharam o volume de chances
Embora o Bahia tenha, de acordo com Ceni, superado o Remo em finalizações e posse de bola, o placar agregado decretou a eliminação. O treinador lembrou que “algumas coisas saem do nosso controle” e elogiou a postura competitiva dos atletas.
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A queda na Copa do Brasil representa também um prejuízo financeiro, já que o clube deixará de receber a cota da próxima fase. Dentro de campo, a discussão sobre manter improvisações defensivas ganhou força, sobretudo com a proximidade dos próximos compromissos do Brasileirão.
Próximos passos de Juba e perspectivas no Brasileirão
O próprio Ceni admitiu que precisará “avaliar cenário a cenário” antes de repetir o experimento. Caso o técnico devolva Juba à lateral de origem, o Bahia deve ganhar poder de criação pelos flancos, mas ficará sem a saída de bola que o treinador considera valiosa.
Especialistas, como analisado pelo ge.globo.com, observam que a decisão de deslocar laterais para a zaga pode funcionar em contextos específicos, mas exige entrosamento para não comprometer a cobertura defensiva.
Em Salvador, a diretoria aguarda o plano de Ceni para saber se buscará reforços ou confiará no elenco atual. A expectativa é de que o tema “Juba na zaga” ainda renda debates no CT Evaristo de Macedo ao longo das próximas rodadas.
No Esquadrão, torcedores seguem atentos às coletivas e treinamentos, ansiosos para descobrir onde o artilheiro atuará. Enquanto isso, os jogadores retomam as atividades focados no desafio do próximo fim de semana pelo Campeonato Brasileiro.
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Crédito da imagem: EC Bahia
Fonte: EC Bahia
