José Sanfilippo, maior artilheiro estrangeiro da história do Esporte Clube Bahia, morreu na última quinta-feira (4) aos 91 anos, deixando um legado marcado por 60 gols em 152 partidas oficiais pelo clube entre 1969 e 1971.
José Sanfilippo morre aos 91 anos; ídolo estrangeiro do Bahia
Nascido em Buenos Aires, Sanfilippo chegou ao Bahia após brilhar no San Lorenzo, da Argentina, onde também se tornou o principal goleador da história do clube portenho. No Tricolor baiano, o atacante escreveu seu nome de forma definitiva ao assumir a condição de estrangeiro com mais jogos e gols pelo time, superando marcas que permanecem intactas até hoje.
Em nota oficial, o Bahia lamentou a perda do ex-jogador e ressaltou a importância de suas contribuições dentro e fora de campo. “Nossa solidariedade a familiares e amigos”, concluiu o comunicado divulgado pelo departamento de comunicação do clube.
Sanfilippo teve ainda a rara honra de ver o papa Francisco, torcedor declarado do San Lorenzo, receber uma camisa do Bahia personalizada com seu nome, gesto que reforçou a dimensão binacional de seu prestígio. O ex-atacante também foi homenageado em 2015, quando familiares visitaram um treino do Bahia e receberam menções especiais do elenco.
Com passagens pela seleção argentina e por outras equipes sul-americanas, o jogador construiu carreira reconhecida internacionalmente. O jornal esportivo ESPN lembrou que Sanfilippo foi artilheiro do Campeonato Argentino em quatro oportunidades consecutivas entre 1958 e 1961, façanha que o colocou no hall dos maiores atacantes de sua época.
Além de troféus e recordes, ficou o estilo determinado que inspirou gerações seguintes. “Ele tinha faro de gol incomum”, relembra antigo companheiro de equipe citado na mesma publicação. A combinação de oportunismo e técnica o transformou em referência para atacantes que vestiram a camisa tricolor nos anos seguintes.
No futebol baiano, a memória de Sanfilippo segue viva nos arquivos do clube e na lembrança de torcedores que acompanharam seus feitos. Sua trajetória reforça a tradição de ídolos estrangeiros que adotam o time como casa, contribuindo decisivamente para a construção da história tricolor.
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Crédito da imagem: Futebol Baiano
Fonte: Futebol Baiano
