O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, do Partido dos Trabalhadores (PT), declarou que possui o direito de concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. A afirmação foi feita durante uma entrevista ao programa Frente a Frente, transmitido pelo Canal UOL.
Dirceu, que foi condenado no caso do Mensalão, destacou que cumpriu a pena estabelecida e manifestou sua intenção de retornar ao Legislativo com o objetivo de ampliar a bancada do PT no Estado de São Paulo. Ele enfatizou:
“Eu fui condenado pelo domínio do fato. Eu cumpri a pena. Eu posso dizer aos eleitores de São Paulo, aos cidadãos e às cidadãs de São Paulo, que eu tenho direito de voltar”.
O ex-ministro teve seu mandato cassado em 2005 devido a quebra de decoro parlamentar, ligado ao escândalo do Mensalão, que envolveu um esquema de compra de apoio político no Congresso durante o primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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Em 2012, o Supremo Tribunal Federal (STF) impôs a Dirceu uma pena de sete anos e 11 meses de prisão por corrupção ativa, a qual ele começou a cumprir no ano seguinte. Em 2016, recebeu um indulto presidencial que extinguiu sua pena, um decreto assinado pela então presidente Dilma Rousseff no final de 2015 e aplicado posteriormente pelo governo de Michel Temer. A decisão que formalizou a extinção da pena foi aprovada pelo ministro do STF Luís Roberto Barroso.
No entanto, Dirceu já havia sido preso em 2015 pela Polícia Federal, sob a suspeita de receber valores de empreiteiras através de contratos de consultoria, no âmbito da Operação Lava Jato. Após quase dois anos de prisão, suas condenações foram anuladas em 2024.
Durante a entrevista ao UOL, Dirceu expressou que vê seu retorno à política como uma “missão”. Ele também mencionou que Lula conversou com Edinho Silva, atual presidente nacional do PT, sobre sua participação na reconstrução do partido e sua intenção de aumentar o número de deputados federais petistas eleitos por São Paulo.

