A terceira rodada de Roland Garros traz um confronto histórico para o jovem tenista brasileiro João Fonseca. O carioca de 19 anos, que busca se consolidar no cenário do tênis mundial, vai encarar o sérvio Novak Djokovic, considerado o maior vencedor de Grand Slams, com 24 títulos, em uma partida marcada para não antes das 10h30.
Com um brilho nos olhos, Fonseca expressou sua alegria em poder jogar contra seu ídolo. Ele comentou:
“Sempre falava para o meu técnico que queria cair na chave do Djokovic. Eu sei que isso não vai durar muito tempo, então queria viver essa experiência. Para mim, é um grande prazer. Estou na terceira rodada de Roland Garros, isso já é um sonho. Vou aproveitar cada momento jogando contra um ídolo.”
A relação entre Fonseca e Djokovic é notável, com o sérvio já tendo declarado ser fã do talento brasileiro. Em entrevistas anteriores, Djokovic manifestou seu desejo de treinar Fonseca após se aposentar, brincando sobre o preço que cobraria pelo treinamento. “Meu plano depois da aposentadoria é treinar o Fonseca. Vou cobrar muito caro, então ele que se prepare”, disse Djokovic durante o US Open do ano passado.
Entretanto, o campeão também fez questão de ressaltar a importância de não superestimar Fonseca em comparação a outros jovens talentos do circuito, como o americano Learner Tien e o checo Jakub Mensik, ambos de 20 anos.
“Tien, Fonseca e Mensik são a próxima geração. Fonseca recebe muitos holofotes, mas Mensik e Tien também merecem, pelos resultados que já conquistaram e por tudo que têm mostrado no circuito, especialmente nos últimos 12 meses”, afirmou Djokovic.
A empolgação em torno de Fonseca é evidente, e a expectativa é que ele enfrente uma atmosfera favorável nas arquibancadas, onde o apoio do público brasileiro costuma ser robusto. Djokovic, por sua vez, reconhece a pressão que poderá enfrentar diante da torcida. “Ele tem um enorme apoio brasileiro em qualquer lugar onde joga. Acho que é um jogador de grandes palcos, que realmente gosta dessas ocasiões”, observou.
O duelo representa uma oportunidade única para Fonseca, que pode se tornar o primeiro brasileiro a vencer Djokovic. Thomaz Bellucci foi quem mais se aproximou dessa vitória, tendo sido eliminado pelo sérvio em seis ocasiões entre 2010 e 2015. Uma das eliminações mais lembradas foi nas semifinais do Masters 1000 de Madri, em 2011, quando Bellucci perdeu após vencer o primeiro set.
Além disso, Fonseca poderá melhorar sua performance contra jogadores do top 10. Até o momento, sua única vitória contra um tenista desse nível foi diante de Andrey Rublev, então número 9 do mundo, no Australian Open de 2025. No mesmo ano, ele perdeu para Taylor Fritz e Jack Draper, sendo que apenas este último ainda figura entre os dez melhores do ranking.
Em 2026, já estabelecido no circuito, Fonseca teve algumas experiências desafiadoras, enfrentando grandes nomes do tênis mundial. Um dos jogos mais marcantes ocorreu contra Jannik Sinner, quando, apesar da derrota, ele mostrou um desempenho sólido, com sets decididos no tiebreak. Neste ano, o brasileiro também enfrentou Alexander Zverev e Carlos Alcaraz, saindo derrotado de ambos os confrontos.
