Eduardo Bolsonaro confirmou presença no CPAC em Mar-a-Lago em 5 de novembro; Flávio ainda não consta na programação oficial. Se for, os irmãos podem usar o evento como palco de oposição conjunta ao governo Lula.
Os irmãos Bolsonaro poderão usar Mar-a-Lago como palco para iniciar uma atuação conjunta de oposição ao governo Lula no exterior. Eduardo Bolsonaro está confirmado no encontro do CPAC em 5 de novembro, em Palm Beach, na Flórida. Há expectativa de que ele esteja acompanhado de Flávio Bolsonaro, embora o nome do senador ainda não apareça na programação oficial.
Se confirmada, a participação de Flávio dará ao encontro uma dimensão mais marcada por questões brasileiras: a possibilidade de os dois irmãos se apresentarem juntos a um público formado por políticos, apoiadores e representantes do conservadorismo internacional. O evento poderá funcionar como o pontapé dessa articulação, mas ainda não há anúncio de uma agenda conjunta dos dois.
Palestrantes anunciados
- Rick Scott — senador republicano
- Mike Lee — senador republicano
- Kat Cammack — deputada americana
- Liz Truss — ex-primeira-ministra do Reino Unido
- Matt Schlapp
- Mercedes Schlapp
- Jim Caviezel — ator
A lista divulgada traz esses nomes como anunciados para a programação, sem indicação de que todos participarão da mesma atividade. A relação reforça o caráter transnacional do encontro, que reúne figuras ligadas ao campo conservador em debate sobre temas de interesse comum.
Programação em Mar-a-Lago (4 a 7 de novembro)
Atividades principais
- 4 a 7 de novembro — período em que ocorrerão as atividades no local.
- 5 de novembro — reunião anual do CPAC Circle, restrita a convidados, seguida de um jantar de gala.
A programação inclui debates sobre o cenário americano após as eleições de meio de mandato, a disputa de 2028, o combate ao comunismo e o que os organizadores descrevem como uso político de processos judiciais. É nesse ambiente que uma aparição conjunta dos irmãos poderá ganhar maior visibilidade e alcançar interlocutores internacionais interessados na agenda que pretendem apresentar.
Segundo o histórico publicado pelo CPAC Action PAC, Donald Trump estreou na conferência em 2011 e escolheu o evento para seu primeiro discurso público depois de deixar a Casa Branca, em 2021. Essa relação histórica ajuda a explicar a associação política entre Trump e o movimento, mas a participação dele no encontro de novembro não está confirmada.
Por enquanto, o compromisso oficialmente confirmado é o de Eduardo Bolsonaro; a presença de Flávio e os desdobramentos políticos dessa participação permanecem como grande expectativa. A aproximação com participantes do encontro poderá abrir espaço para apresentar posições sobre o Brasil e buscar interlocutores para uma agenda de oposição no exterior.
