Fontes libanesas dizem que apoio financeiro iraniano de dezenas de milhões de dólares permitiu compra de explosivos, aumento na produção de drones e reabastecimento de armas. O grupo tenta reerguer comandos danificados.
Relatos de fontes de segurança libanesas indicam que o Hezbollah está se preparando para uma possível retomada da guerra contra Israel após receber dezenas de milhões de dólares do Irã para reforçar sua capacidade militar. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, 26.
Segundo esses relatos, nos últimos três meses o grupo intensificou a compra de explosivos, ampliou a produção de drones de ataque e reabasteceu estoques de armas. Também haverá esforço para reconstruir estruturas de comando danificadas nos confrontos anteriores.
O aporte financeiro veio apesar das sanções impostas pelos Estados Unidos ao Irã e dos esforços americanos para interromper os canais que enviam recursos ao Hezbollah. O montante recente se soma a cerca de US$ 200 milhões que o grupo já havia recebido de Teerã para assistência a famílias deslocadas pela guerra no Líbano.
O relato aponta que o Hezbollah sofreu perdas expressivas desde 2024, incluindo a morte de milhares de combatentes e integrantes de sua liderança, além da destruição de parte significativa de seu arsenal. Mesmo enfraquecido, o grupo aproveitou a redução das hostilidades para reorganizar forças e recuperar parte de sua capacidade operacional.
Fontes afirmam, no entanto, que o movimento ainda enfrenta dificuldades para recompor plenamente os estoques de armas e adaptar suas táticas diante de equipamentos israelenses operados remotamente. A preparação apontada pelos interlocutores ocorre em meio a uma tensão regional que envolve Israel, Estados Unidos e Irã, e que, segundo avaliações, pode levar a nova escalada entre Washington e Teerã e provocar a retomada dos combates na fronteira entre Israel e Líbano.
Internamente no Líbano, o Hezbollah também estará sujeito à pressão política para entrega de armas. A guerra já provocou milhares de mortes e deslocou grande parte da população libanesa, segundo os relatos que embasam a divulgação desta segunda-feira, 26.
O quadro descrito pelas fontes de segurança libanesas combina aumento de financiamento, reposicionamento logístico e limitações operacionais, e segue como ponto de atenção para analistas da região e autoridades que acompanham a estabilidade no Oriente Médio.
