A Guarda Revolucionária do Irã anunciou, neste domingo (12), que o Estreito de Ormuz ficará fechado “até nova ordem”. A decisão foi tomada após disparos de advertência feitos contra uma embarcação que seguia uma rota não autorizada, conforme informações da imprensa estatal.
Segundo a Guarda, o navio foi “atingido por disparos de advertência e parou”. Em um comunicado, a autoridade militar afirmou: “Após esse incidente, e levando em conta a insegurança gerada pela intervenção ilegal de estrangeiros, o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até nova ordem e até o fim das intervenções americanas nessa região. Não será permitido que nenhum navio o atravesse”. Essa declaração foi acompanhada de ameaças de ataques a bases americanas localizadas no Golfo.
Até o momento, o Irã não divulgou informações sobre a embarcação, como a sua identificação, bandeira, tipo de carga ou a situação da tripulação. A falta de clareza em relação a esses detalhes levantou preocupações sobre a segurança na navegação na região.
No mesmo dia, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, esteve em Mascate, capital de Omã, para discutir mecanismos de segurança para a navegação com autoridades locais. O governo de Omã propôs duas rotas alternativas pelo estreito, mas o Irã rejeitou a proposta, insistindo que o controle das rotas deve permanecer sob sua autoridade. Autoridades de ambos os países concordaram em continuar as conversas técnicas e políticas, em busca de uma solução para a situação.
A medida do Irã, que afeta uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, poderá ter repercussões significativas no comércio global, considerando que uma parte significativa do petróleo mundial passa pelo Estreito de Ormuz.
