No dia 12 de julho de 2026, o Irã lançou uma série de ataques direcionados a alvos associados aos Estados Unidos na Jordânia, no Kuwait, em Omã e no Catar. Esses ataques foram uma resposta à nova ofensiva americana contra o território iraniano.
A Guarda Revolucionária do Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz e afirmou ter atingido instalações militares e de apoio utilizadas pelas forças americanas em quatro países. De acordo com informações do governo do Catar, alguns mísseis foram interceptados pelas defesas aéreas, mas três pessoas, incluindo uma criança, ficaram feridas por estilhaços decorrentes dos ataques. Na Jordânia, a agência estatal relatou que três mísseis iranianos causaram apenas danos materiais leves, sem registro de vítimas.
Nos Emirados Árabes Unidos, as autoridades informaram que seus sistemas de defesa detectaram projéteis e drones vindos do Irã, mas confirmaram que as ameaças não penetraram no espaço aéreo do país. Sirenes de alerta também foram acionadas no Bahrein, indicando a crescente tensão na região.
“Os ataques marcam uma nova etapa na escalada do conflito entre Teerã e Washington”, afirmou um analista da situação.
Esses ataques ocorrem após o Comando Central dos Estados Unidos informar, no dia anterior, que atingiu 140 alvos militares iranianos em uma nova rodada de bombardeios. Este total eleva para mais de 300 o número de instalações atacadas em apenas três noites. O Pentágono indicou que essa ofensiva tem como objetivo reduzir a capacidade do Irã de ameaçar embarcações comerciais e militares que transitam pelo Estreito de Ormuz.
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A imprensa estatal iraniana relatou que os bombardeios americanos atingiram áreas no sul do país, incluindo Bandar Abbas, Sirik, Jask e a ilha de Qeshm, além da província de Khuzistão. Informações de agências locais, como Mehr e Tasnim, indicam que um militar da Marinha iraniana perdeu a vida durante os ataques. Em retaliação, Teerã confirmou o fechamento do Estreito de Ormuz e alertou que embarcações que desrespeitarem as novas restrições poderão ser interceptadas.
No mesmo dia, um navio foi atingido por um ataque a cerca de 17 quilômetros da Península de Musandam, em Omã. O incidente causou um incêndio e levou à evacuação da tripulação. As autoridades omanenses informaram que 23 tripulantes foram resgatados, enquanto uma pessoa ainda está desaparecida.
Apesar de negociações anteriores entre Irã, Omã e uma delegação do Catar para discutir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, as tentativas de mediação parecem ter perdido força recentemente. O cessar-fogo estabelecido entre Washington e Teerã em 17 de junho também se deteriorou após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, afirmando que o acordo havia chegado ao fim e intensificando os ataques contra o Irã.
A tensão se intensificou ainda mais após o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, prometer vingança pela morte de seu pai, Ali Khamenei, enquanto Trump reiterou ameaças de destruir o Irã caso o governo iraniano tentasse assassiná-lo.
