Investimento no Instituto Butantan: governo destina R$ 1,4 bilhão
Investimento no Instituto Butantan recebe aporte federal de R$ 1,4 bilhão para modernizar estruturas, erguer novas fábricas de vacinas e garantir a autonomia do Brasil na produção de soros e imunizantes, conforme anunciado em 9 de fevereiro de 2026, em São Paulo.
Recursos do Novo PAC e contrapartida da instituição
O montante será liberado por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Além desses valores, o próprio Instituto Butantan vai aplicar outros R$ 400 milhões, elevando o total a R$ 1,8 bilhão para expansão e modernização do complexo científico paulistano.
Prioridades de infraestrutura e tecnologia
Com os recursos, será construída uma fábrica de vacina tetravalente contra o Papilomavírus Humano (HPV) e reformada a unidade dedicada à tecnologia de RNA mensageiro (mRNA), responsável pela produção do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA). O plano inclui ainda uma nova planta para o IFA da vacina DTPa — que protege contra difteria, tétano e coqueluche —, além da reforma do prédio de soros, criação de área exclusiva de envase e instalação de linhas de liofilização.
Lideranças destacam combate à desinformação
Durante a cerimônia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou que “não faltará dinheiro para a pesquisa” enquanto houver necessidade de fortalecer instituições científicas. Lula também alertou para as fake news que ameaçam campanhas de vacinação e defendeu a retomada da confiança popular nos imunizantes.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, classificou o momento como “histórico” e afirmou que o investimento posicionará o Butantan entre os maiores polos de inovação mundial. Conforme o Ministério da Saúde, a verba assegura a adoção de tecnologias avançadas e reduz a dependência de importações.
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Vacina contra dengue avança
Padilha também estimou que, ainda em 2026, a vacina do Butantan contra a dengue — aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no início de dezembro de 2025 — comece a ser aplicada na população geral entre 12 e 59 anos. A produção será ampliada em parceria com a fábrica WuXi, que possui capacidade 30 vezes superior à atual linha do instituto.
Com a soma dos investimentos e cronograma já em execução, a expectativa é elevar a produção nacional de vacinas estratégicas, reduzir custos de importação e reforçar o Sistema Único de Saúde (SUS).
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Crédito da imagem: Ricardo Stuckert / PR
Fonte: Agência Brasil
