Tarcísio de Freitas diz avaliar revogar a concessão das linhas 11, 12 e 13 após falhas desde a chegada da Trivia Trens em 21 de julho. Em 23 de julho, curto-circuito causou incêndio na Linha 12 e paralisou os trens.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), manifestou a possibilidade de cancelar a concessão das linhas de trens 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. Essa decisão vem após várias falhas que causaram transtornos no transporte público da capital paulista. As linhas, operadas pela concessionária Trivia Trens desde a terça-feira, 21 de julho, apresentaram problemas desde os primeiros dias de operação.
Na quinta-feira, 23 de julho, um curto-circuito em um trem da Linha 12-Safira resultou em um incêndio, interrompendo o fornecimento de energia e paralisando simultaneamente a circulação das linhas 11, 12 e 13. Os passageiros foram obrigados a deixar os trens e caminhar pelos trilhos durante a interrupção do serviço, o que gerou grande preocupação e insegurança.
Diante da situação crítica, a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) determinou que a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) reassumisse a operação das três linhas por um período inicial de até 90 dias. Essa medida foi tomada com o objetivo de garantir a continuidade do serviço e evitar novas falhas que possam comprometer a segurança dos usuários.
A Artesp também anunciou que irá investigar as causas dos problemas e apurar a responsabilidade da concessionária Trivia Trens. Em nota, a empresa se manifestou afirmando que conseguiu restabelecer o serviço após a pane elétrica e pediu desculpas aos passageiros pelos transtornos causados.
Durante um evento em Ourinhos, Tarcísio classificou os problemas enfrentados como “inaceitáveis”. Ele declarou que a concessionária poderá perder o contrato caso não cumpra as obrigações estabelecidas. Segundo o governador, o Estado não hesitará em rever a concessão diante de falhas graves na prestação do serviço.
A crise nos trens também gerou reações tanto políticas quanto jurídicas. O Ministério Público de São Paulo recebeu duas representações que solicitam a abertura de inquérito para investigar a concessão e a suspensão da privatização das linhas. Os documentos questionam a segurança da operação e relatam que passageiros foram forçados a correr pelos trilhos durante o incêndio, evidenciando a gravidade da situação.
