Na tarde de terça-feira (30), um advogado e sua esposa foram encontrados mortos em seu apartamento no bairro São Pedro, região centro-sul de Belo Horizonte. Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos, apresentavam múltiplas facadas, o que chamou a atenção das autoridades.
Os corpos dos idosos foram enterrados na tarde desta quarta-feira (1º) na capital mineira. A principal suspeita do crime é Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, que, de acordo com informações da polícia, fugiu com seu filho de 6 anos e está sendo procurada pela Polícia Civil. Paola, que trabalhava como diarista, havia sido indicada por um amigo da família e estava no apartamento do casal pela primeira vez.
“A equipe esteve no local. A cena foi grotesca. Muito sangue pela casa afora. Foi de uma extrema barbárie e violência a forma como os dois idosos foram assassinados. A senhora tinha sete facadas e o homem 17 facadas. Isso, por si só, já denota o quão intencionada essa autora estava em ceifar a vida dos dois para poder praticar a subtração”, afirmou o delegado Felipe Freitas.
A investigação está sendo conduzida como um caso de latrocínio, que envolve roubo seguido de morte. A diarista é suspeita de ter roubado relógios, joias e outros objetos de valor do casal. Os celulares das vítimas, que haviam sido levados, foram recuperados pela polícia.
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O delegado responsável pela investigação, Gustavo Barletta, expressou sua indignação ao descrever a cena do crime. Ele informou que o crime ocorreu entre 12h30 e 15h de terça-feira, e os policiais estão tentando traçar a dinâmica dos acontecimentos dentro do apartamento. “Ela chega ao imóvel por volta das 7h30 e é autorizada a entrar. Às 9h30, o filho das vítimas entra em contato com o pai, que atende o telefone normalmente. Meio-dia, ele atende de novo o telefone”, detalhou Barletta.
Antes de deixar o apartamento, Paola tomou banho e trocou de roupa. Ela saiu com várias sacolas e, conforme a polícia, buscou ajuda de alguém para sua fuga. Em uma rua próxima, a suspeita descartou materiais que foram posteriormente encontrados pela polícia, incluindo uma blusa com marcas de sangue e um pedaço de uma caixa de relógios.
Barletta também mencionou que a suspeita foi ao centro da capital para vender objetos roubados. “Temos informações que ela saiu do centro, foi até Ribeirão das Neves na sua residência, conversou com familiares e, no dia seguinte, se evadiu com seu filho. Apesar de indícios, não temos a localização exata”, declarou.
A investigação revelou que Paola estava enfrentando dificuldades financeiras e era emocionalmente instável. A família dela informou que recentemente levantou R$ 40 mil para ajudá-la a pagar um agiota. A polícia não soube informar o motivo da dívida. Antes de fugir, Paola teria comentado que “fez uma grande besteira”.
