Colisão entre helicópteros no Recreio dos Bandeirantes matou seis pessoas no domingo. Aeronave já era investigada por transporte irregular de passageiros desde 2025.
No último domingo, 14 de junho de 2026, uma trágica colisão de helicópteros no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, resultou na morte de seis pessoas. Uma das aeronaves envolvidas, de prefixo PP-MAC, já havia sido alvo de investigação pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). A agência tinha registrado um auto de infração em 2025, após uma denúncia sobre possível operação de táxi aéreo clandestino no Aeroporto de Jacarepaguá.
Documentos da ANAC indicam que a aeronave estava sendo investigada por transportar passageiros de forma irregular. Além disso, as suspeitas incluíam inconsistências relacionadas à manutenção e ao controle das horas de voo. Durante a apuração, a ANAC solicitou à empresa responsável pelo helicóptero informações e documentos para esclarecer as denúncias, mas a empresa não apresentou a documentação no prazo estabelecido.
Diante da falta de resposta, a ANAC aplicou um auto de infração por recusa de apresentação de documentos aos agentes responsáveis pela apuração.
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Ao concluir o processo, a ANAC recomendou que a aeronave e o Aeroporto de Jacarepaguá fossem incluídos em ações de fiscalização presencial. Outro helicóptero envolvido na colisão também foi monitorado pela ANAC. Trata-se de um Eurocopter AS350 B2, que havia sido observado por suspeitas de transporte aéreo clandestino durante uma fiscalização realizada em fevereiro de 2026 no Heliporto da Lagoa, dentro da Operação Voe Seguro.
A movimentação notada no local levou os fiscais a recomendar o acompanhamento da aeronave. Apesar das investigações, ambos os helicópteros envolvidos na colisão possuíam certificados de aeronavegabilidade ativos e regulares. No momento do acidente, o Bell 206B Jet Ranger transportava o piloto e quatro passageiros, enquanto o Airbus H125 tinha apenas o piloto a bordo.
As autoridades competentes iniciaram uma perícia para investigar as causas da colisão e reunir mais informações sobre o ocorrido. Este acidente chamou a atenção para a necessidade de uma fiscalização mais rigorosa na aviação civil, especialmente em relação a possíveis operações irregulares.

