Hantavírus: OMS descarta surto global, mas mantém alerta Hantavírus, segundo avaliação da Organização Mundial da Saúde (OMS), não apresenta evidências de expansão significativa após 11 infecções registradas no navio de cruzeiro MV Hondius, que cruzava o Atlântico, informou Tedros Adhanom Ghebreyesus em coletiva recente.
Hantavírus: OMS descarta surto global, mas mantém alerta
O diretor-geral da OMS detalhou que, dos 11 pacientes identificados, nove tiveram confirmação laboratorial para a cepa Andes e dois continuam como prováveis. Três pessoas morreram, todas vinculadas à embarcação. Não há registros de óbitos adicionais desde 2 de maio, data em que a agência sanitária foi oficialmente notificada.
De acordo com Tedros, “neste momento, não há indícios de que estejamos presenciando o início de um surto maior”. Ele ponderou, contudo, que o longo período de incubação do vírus pode resultar em novos registros nas próximas semanas.
Monitoramento pós-desembarque
Os viajantes e tripulantes repatriados estão sob supervisão dos serviços de saúde de seus respectivos países. A recomendação oficial é de quarentena ativa de 42 dias — contados a partir da última exposição, em 10 de maio — com encerramento previsto para 21 de junho. Qualquer sintoma compatível deve levar ao isolamento imediato do paciente.
Medidas de prevenção e status do risco
A OMS esclareceu que todos os casos suspeitos e confirmados foram isolados em ambiente controlado a bordo e em terra, reduzindo a possibilidade de transmissão secundária. Especialistas permanecem em contato constante com autoridades nacionais para atualização de dados.
Mais informações técnicas sobre o hantavírus podem ser encontradas no site da própria organização (WHO – Hantavirus), que reúne diretrizes de vigilância e protocolos clínicos.
Até o momento, a entidade não emitiu restrições a viagens ou ao setor de cruzeiros, mas orienta operadores a reforçarem práticas sanitárias e a comunicarem prontamente qualquer caso suspeito.
O cenário, embora controlado, segue em observação, pois o vírus Andes — predominante neste episódio — pode ser transmitido de pessoa a pessoa em situações de contato próximo, diferentemente de outras variantes normalmente associadas apenas a roedores.
Com a continuidade do acompanhamento internacional, novos informes oficiais poderão ser divulgados caso surjam alterações relevantes.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
