A liderança do Hamas passa por transformações significativas após a morte de Yahya Sinwar e Ismail Haniyeh, figuras centrais do grupo, durante a guerra contra Israel. Na segunda-feira, 20 de julho de 2026, os militantes anunciaram Khalil Al-Hayya como o novo líder geral, consolidando sua posição após uma atuação destacada como principal negociador e chefe no exílio.
Al-Hayya assume o comando em um contexto de pressão internacional e desafios internos, com o Hamas enfraquecido após dois anos de confrontos com Israel na Faixa de Gaza. Desde a morte de Sinwar, em outubro de 2024, e Haniyeh, no Irã, em julho de 2024, Al-Hayya se destacou dentro da organização. É importante ressaltar que ele é considerado uma figura mais linha-dura que Khaled Meshaal, outro nome que estava entre os cotados para a liderança.
Atualmente, o Hamas enfrenta dificuldades sem precedentes, lidando com exigências internacionais para desarmamento e a realidade do controle israelense sobre mais de 60% da Faixa de Gaza, mesmo após um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em outubro do ano passado. O conflito continua a afetar o território, com ações israelenses em andamento. No mesmo dia em que Al-Hayya foi anunciado, três palestinos perderam a vida em Khan Younis, no sul de Gaza, durante uma operação de Israel, segundo informações de equipes médicas locais. As Forças Armadas de Israel e o gabinete do premiê Benjamin Netanyahu não comentaram a nova escolha de Al-Hayya nem as operações recentes.
Após a morte de Sinwar, a liderança do Hamas ficou sob a responsabilidade de um conselho de cinco membros, que inclui tanto Al-Hayya quanto Meshaal. O processo para a escolha do novo líder teve início em janeiro, mas foi interrompido por confrontos no Irã e no Líbano, além de operações israelenses em Gaza. O conselho eleitoral do grupo é composto por 50 integrantes, que incluem membros no exílio, na Faixa de Gaza, na Cisjordânia ocupada e em prisões israelenses.

