Após dois meses de paralisação, professores e técnicos da UERJ levaram reivindicações ao secretário de Planejamento do RJ. Entre os pedidos estão a retomada de auxílios e envio de novo plano de carreira à Alerj.
Os professores e técnicos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) estão em greve há mais de dois meses e, nesta terça-feira (02), apresentaram ao secretário de Planejamento do Estado, Rafael Ventura, as principais reivindicações da categoria.
Entre os pedidos dos docentes, destaca-se a volta do pagamento dos auxílios Saúde e Educação, com a proposta de que essa extensão também beneficie os aposentados. Além disso, os servidores solicitam o envio do novo plano de carreira dos técnicos para a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e o pagamento do triênio, uma gratificação de tempo de serviço.
A categoria argumenta que muitas das suas demandas não dependem da aprovação de novas leis e podem ser atendidas diretamente pelo governador em exercício, desembargador Ricardo Couto. Durante a reunião, o secretário Rafael Ventura afirmou que irá analisar as pautas apresentadas, mas ressaltou que o estado enfrenta restrições orçamentárias significativas.
Sobre o plano de carreira e o substitutivo do triênio, Ventura informou que o prazo para a aprovação de novos projetos de lei e novas rubricas se encerra no dia 30 de junho, devido às eleições de outubro. Os servidores solicitaram o pagamento do triênio aos funcionários que já têm direito até que um projeto de lei seja aprovado na Alerj, e o secretário prometeu avaliar a viabilidade financeira dessa proposta.
Além das reivindicações dos professores e técnicos, os universitários também apresentaram suas demandas ao secretário. Entre os pedidos, destacam-se a recomposição orçamentária das instituições para garantir o pagamento dos programas de assistência estudantil até o final de 2026. De acordo com estudos apresentados, o valor necessário para atender a essa demanda gira em torno de R$ 40 milhões.
Outro pedido importante é o reajuste do auxílio-transporte e a implantação do passe livre intermodal e interestadual, que visa facilitar a mobilidade dos estudantes. A greve dos professores teve início no dia 25 de março, enquanto os técnicos administrativos paralisaram suas atividades a partir do dia 9 de abril.
