Casos de furto com quebra de vidro caíram significativamente em São Paulo entre janeiro e maio de 2026. No centro expandido da capital, a redução chegou a 41,8%.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) anunciou uma redução significativa nas ocorrências relacionadas à chamada “gangue do quebra-vidro” no estado. Entre janeiro e maio de 2026, os casos diminuíram em 32,9%, passando de 419 registros em janeiro para 281 em maio.
Na capital paulista, a queda foi de 31,1%, com os números caindo de 383 ocorrências no primeiro mês do ano para 264 em maio. No centro expandido da cidade, onde a ação dos criminosos é mais intensa, a redução foi ainda mais acentuada, chegando a 41,8%. Em janeiro, foram registrados 208 casos, enquanto em maio esse número caiu para 121.
Desde abril, a SSP implementou operações chamadas “Impacto Quebra-Vidro” para combater essa modalidade de crime. A expectativa é que, após o feriado de Corpus Christi, novas ações sejam desencadeadas na segunda semana de junho. As operações contarão com motos que circularão pelo centro, centro expandido, e pelas zonas sul e oeste da capital paulista.
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Para intensificar a fiscalização, estão previstas mais 10 mil vagas de Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Militar (DEJEM). Este programa permite que policiais sejam remunerados com um valor adicional para atuarem voluntariamente em suas folgas.
Na primeira operação, que contou com apoio aéreo e de equipes especializadas, 18 suspeitos foram presos. O Coronel Henguel, secretário executivo da SSP, destacou que a Polícia Militar (PM) agora atua de forma direcionada contra o crime, utilizando inteligência e análise de dados. A luta contra as gangues do quebra-vidro foi uma das principais demandas do governador Tarcísio de Freitas ao secretário Oswaldo Nico Gonçalves e à nova Comandante Geral da Polícia Militar, coronel Glauce Anselmo Cavalli.
A gangue do quebra-vidro tem gerado preocupação na população, uma vez que seus membros agem de forma rápida e violenta, especialmente em situações de trânsito parado. Os criminosos quebram os vidros dos veículos para roubar celulares e objetos de valor, e seus atos têm sido amplamente divulgados nas redes sociais. As vítimas, muitas vezes, não conseguem reagir e saem correndo do local após os ataques.
