O Brasil recebeu avaliação positiva do FMI, que destacou a resiliência da economia nacional. O país aparece como exportador de petróleo e relativamente blindado dos impactos da guerra no Oriente Médio.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) destacou, na última terça-feira, 01 de junho, a “notável resiliência” da economia brasileira, ressaltando a capacidade do país em enfrentar os desafios decorrentes de pressões internas e externas. A avaliação foi feita por meio de uma nota oficial divulgada após o encerramento da missão anual da entidade no Brasil.
De acordo com o FMI, o Brasil se encontra “relativamente protegido” dos aumentos globais no preço do petróleo, que estão associados à guerra no Oriente Médio. Essa proteção é atribuída à posição do país como exportador de petróleo e à significativa participação de fontes de energia renováveis na sua matriz elétrica.
O chefe da missão do FMI, Daniel Leigh, afirmou que os indicadores econômicos apontam para uma recuperação no início de 2026. Ele projetou um crescimento gradual da economia brasileira, que deve alcançar cerca de 2,5% no médio prazo. Apesar da avaliação positiva, o FMI também alertou sobre riscos que podem impactar essa trajetória de crescimento, como a deterioração das tensões geopolíticas e o aperto nas condições financeiras globais.
“Os riscos para as perspectivas de crescimento estão inclinados para o lado negativo”, observou Leigh.
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O FMI reconheceu que o Brasil possui pilares importantes que sustentam sua resiliência, como a solidez de seus marcos políticos, um sistema financeiro robusto e reservas adequadas. A instituição também considerou apropriadas as reduções recentes nas taxas de juros, mas enfatizou a necessidade de cautela diante das pressões inflacionárias.
O Fundo sugeriu a continuidade e ampliação dos esforços fiscais para garantir a sustentabilidade da dívida pública e criar espaço para investimentos. Além disso, as reformas estruturais e a agenda ambiental foram apontadas como fatores que podem impulsionar um crescimento mais forte e inclusivo a médio prazo.
O reconhecimento do FMI foi comentado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que reafirmou a meta do governo de alcançar um crescimento anual sustentável de pelo menos 4%. Ele destacou que esse resultado será impulsionado pelo aumento da produtividade e pela eficiência das ações governamentais.
“Estamos comprometidos em conduzir discussões sérias sobre os desafios econômicos do Brasil e avançar na agenda de crescimento justo e sustentável”, afirmou o ministro.
Durigan também ressaltou que o diálogo com o FMI é essencial para apoiar a gestão macroeconômica do Brasil, buscando o equilíbrio da dívida e o controle da inflação, ao mesmo tempo em que fortalece programas sociais e a proteção ambiental.
