Flotilha de ajuda à Palestina: Israel libera ativistas presos A libertação dos 428 integrantes da Global Sumud Flotilla (GSF) detidos por Israel começou na última quinta-feira (21), após forte mobilização internacional que reivindicava o fim das prisões.
Brasileiros já embarcam rumo à Turquia
Parte do grupo deixou o centro de detenção em um voo com destino a Istambul. Entre os passageiros estão quatro brasileiros: a militante do Movimento dos Atingidos por Barragens Beatriz Moreira, a advogada de direitos humanos Ariadne Teles, a desenvolvedora de software e cidadã espanhola Thainara Rogério e o pediatra Cássio Pelegrini. Todos foram capturados na semana anterior, impedidos de receber assistência jurídica e consular durante o período de custódia.
Governo brasileiro condena tratamento dado aos detidos
Em nota divulgada na quarta-feira (20), o Ministério das Relações Exteriores exigiu a libertação imediata dos ativistas e classificou como “degradante e humilhante” a conduta das autoridades israelenses, citando o ministro da Segurança Interna, Itamar Ben Gvir. O Itamaraty reiterou que a interceptação das embarcações em águas internacionais e a posterior detenção dos participantes violam o direito internacional. O comunicado também lembrou compromissos assumidos por Israel, como a Convenção contra a Tortura.
Coalizão civil mantém foco na ajuda a Gaza
A GSF é formada por organizações civis de diversos países que organizam comboios marítimos e terrestres para levar mantimentos à Faixa de Gaza, bloqueada desde 2007. Em declaração pública, a coalizão celebrou o resultado da pressão diplomática, mas reforçou o apelo pela libertação de mais de 9,6 mil presos políticos palestinos e pelo fim da ocupação. O grupo mencionou que novas ações continuarão até que o bloqueio marítimo seja suspenso.
Mobilização internacional aumenta visibilidade do caso
Entidades de direitos humanos, parlamentares e organizações como a Amnesty International pressionaram por uma solução rápida, destacando violações durante a custódia. No Brasil, o tema ganhou repercussão após a detenção do ativista Thiago Ávila, libertado e repatriado no dia 12.
Com a liberação em andamento, os passageiros aguardam trâmites migratórios em Istambul antes de retornar aos países de origem. O tempo de permanência na Turquia deve variar conforme acordos bilaterais e disponibilidade de voos.
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Crédito da imagem: Amir Cohen/Reuters
Fonte: Amir Cohen/Reuters
