Flávio Dino é ameaçado de morte por funcionária de companhia aérea em um aeroporto de São Paulo na manhã de 18 de maio de 2026, segundo relato publicado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) nas redes sociais.
Flávio Dino é ameaçado de morte por funcionária de companhia aérea
Dino detalhou que a funcionária, ao conferir o cartão de embarque com seu nome, afirmou a um agente da polícia judicial “querer xingá-lo”. Logo depois, corrigiu-se para “seria melhor matar do que xingar”. O ministro ressaltou que não conhece a mulher nem foi por ela reconhecido anteriormente, concluindo que a hostilidade está ligada à sua atuação no Supremo.
Em mensagem pública, o magistrado pediu que empresas do setor privado promovam campanhas de educação cívica para evitar a escalada de agressões, especialmente no período pré-eleitoral. “Cada um tem sua opinião, suas simpatias e o seu voto individual, mas ninguém deve temer agressões ao consumir um serviço”, escreveu Dino, alertando para o risco de novos episódios à medida que a campanha eleitoral avança.
O presidente do STF, Edson Fachin, divulgou nota de solidariedade, condenando o episódio. Para o ministro, divergências políticas “não podem abrir espaço para o ódio, a violência e a agressão pessoal”. Fachin sublinhou a importância da tolerância e da paz social, afirmando que o país “precisa de serenidade, espírito público e compromisso democrático”.
Até o momento, a assessoria de Dino não apresentou detalhes adicionais sobre a ocorrência. A companhia aérea envolvida tampouco se manifestou sobre eventuais medidas disciplinares ou de segurança.
Casos de hostilidade contra autoridades vêm sendo monitorados por órgãos como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em relatório recente, citado pela BBC, especialistas apontam crescimento de agressões motivadas por polarização política no Brasil, o que reforça a preocupação expressa pelo ministro.
O episódio reacendeu o debate sobre a segurança de agentes públicos em espaços de grande circulação, como aeroportos, e sobre o papel das empresas na prevenção de atos de violência verbal e física. Organizações de direitos humanos defendem que ameaças como a registrada contra Dino sejam investigadas com rigor, para desencorajar novos incidentes e preservar a integridade do processo democrático.
Ainda não há informação sobre eventual abertura de inquérito policial. Analistas do setor aéreo lembram que funcionários passam por treinamentos de atendimento ao cliente, porém não há módulos específicos sobre interação com figuras públicas ou autoridades judiciais.
Se confirmados os relatos, a funcionária pode responder criminalmente por ameaça, tipificada no artigo 147 do Código Penal, além de sofrer sanções trabalhistas. Já o ministro, como qualquer cidadão, pode requerer medidas protetivas.
Diante da repercussão, entidades de classe discutem ampliar protocolos internos de segurança. Especialistas sugerem a adoção de políticas de tolerância zero e canais anônimos de denúncia para impedir que comportamentos agressivos evoluam para violência física.
Este caso reforça a necessidade de vigilância constante contra práticas que coloquem em risco a convivência democrática. Para acompanhar mais análises e desdobramentos legais, acesse a editoria Justiça do Giro pela Bahia e fique informado sobre o tema.
Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
