O senador revelou preferência por uma vice feminina em sua pré-candidatura à Presidência. A decisão final será divulgada no dia 25 de julho, durante a convenção do partido.
O pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que tem uma preferência por escolher uma mulher como sua vice na chapa. A declaração foi feita em uma entrevista exclusiva no programa 3 em 1, nesta quinta-feira (18).
Durante a conversa, o senador evitou mencionar nomes específicos, destacando que a decisão final será anunciada apenas no dia 25 de julho. “Não temos ainda como falar ou adiantar, mas o prazo está acabando […] nossa convenção será dia 25 de julho”, declarou Flávio.
Ele ainda ressaltou que a escolha por uma mulher não é apenas uma questão de gênero, mas sim pela qualificação e habilidades que muitas mulheres possuem e que podem contribuir significativamente para o processo de resgate do Brasil. “Tenho preferência que seja mulher, não pelo fato de ser mulher, mas porque tem muitas mulheres qualificadas que agregariam nesse processo de resgate do Brasil”, concluiu.
Entre os nomes que já têm sido considerados para a candidatura, estão Tereza Cristina, do Progressistas (PP), Julia Zanata, do PL-SC, e Simone Marquetto, do PP-SP.
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Além disso, o pré-candidato também se pronunciou sobre o escândalo relacionado ao Banco Master, mencionando que a origem do problema estaria ligada ao PT da Bahia. Este comentário surgiu após a operação realizada pela Polícia Federal que visou o senador Jaques Wagner (PT-BA) no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades envolvendo o banco.
“A gente sabe que foi ali no PT da Bahia o cerne de todo esse esquema que desaguou na questão do Banco Master”, afirmou Flávio.
Flávio Bolsonaro também se posicionou contra a recusa do PT em apoiar a abertura de uma CPI para investigar o caso, afirmando que sempre foi favorável à instalação de uma investigação. “Eles têm algo a temer que eu nunca tive”, disse ele.
Em outro momento da entrevista, Flávio comentou sobre a atuação de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, nos Estados Unidos. Ele destacou que Eduardo nunca solicitou a aplicação de taxas ao Brasil ao presidente Donald Trump. “O que o Eduardo foi pedir foi a Magnitsky ao Alexandre de Moraes, algo que não estava no controle de Eduardo; são os critérios da lei americana”, explicou.
Flávio ainda criticou a postura de Alexandre de Moraes, afirmando que ele não poderia julgar seu irmão por ser parte do processo e que a condenação foi uma “forçação de barra”. “STF está jogando a sua credibilidade na lata do lixo”, finalizou.
