Em entrevista neste domingo, Flávio Bolsonaro afirmou que, se eleito, escolherá quatro ministros do Supremo alinhados contra o aborto e o uso de drogas. Não revelou nomes e disse querer evitar 'injustiças'.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que, caso seja eleito presidente da República, pretende indicar ao Supremo Tribunal Federal (STF) ministros contrários ao aborto e às drogas. Ele destacou que o vencedor da eleição terá a oportunidade de escolher quatro integrantes da Corte durante o mandato.
“Vou indicar homens e mulheres que sejam comprometidos em serem contra o aborto, em serem contra as drogas e que não usem a caneta pra fazer injustiça com ninguém”.
Em entrevista ao programa transmitido neste domingo, 30, o senador não revelou nomes e disse que antecipar possíveis indicados provocaria uma “saraivada de matérias”. Sobre o perfil desejado para as futuras nomeações, ele declarou que buscaria pessoas que sejam patriotas e que trabalhem para recuperar a segurança jurídica e a credibilidade do Supremo.
“O perfil vai ser esse: homens e mulheres que sejam de verdade patriotas e que pensem em trazer segurança jurídica de volta e resgatar a credibilidade do Supremo”.
Flávio também relacionou as futuras indicações ao STF com o tratamento dado a participantes dos atos de 8 de janeiro. Ele prometeu trabalhar pela aprovação de uma anistia e afirmou que, se a medida não avançar a tempo no Congresso, concederia indultos.
“Caso não dê tempo de acontecer, vamos indultar, sim, essas pessoas”.
Na mesma entrevista, o senador afirmou que quem deve explicações sobre o Banco Master é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e questionou até hoje o papel do petista em relação à instituição.
“A gente não sabe até hoje se ele [Lula] é o patrocinador, conselheiro ou sócio do Banco Master…”.
Em relação à segurança pública, Flávio reiterou propostas para classificar o Comando Vermelho, o Primeiro Comando da Capital e milícias como organizações terroristas e para empregar as Forças Armadas em apoio às forças estaduais. Ele também defendeu acordos internacionais de cooperação e de inteligência contra o tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro, ao mesmo tempo em que descartou a participação direta dos Estados Unidos em operações no país. Segundo o senador, a cooperação externa ficaria restrita a áreas como inteligência, recursos humanos e troca de informações, e incluiu a proposta de adesão ao chamado “Escudo das Américas” no combate ao narcotráfico.
No campo econômico, o candidato prometeu ajuste fiscal, corte de gastos e de impostos e a revogação de mais de mil atos normativos. Ele afirmou ainda que pretende usar inteligência artificial para acompanhar despesas públicas, licitações, emendas parlamentares e nomeações. Sobre a jornada de trabalho conhecida como escala 6×1, defendeu a liberdade do trabalhador para escolher sua jornada, mantendo os direitos previstos na Constituição.
Por fim, Flávio apresentou propostas para ampliar o ensino técnico e profissionalizante, integrar digitalmente os sistemas do Sistema Único de Saúde e atrair investimentos em data centers para o Brasil.

